Mato Grosso amanheceu, por cinco dias seguidos, com notícias devastadoras: uma mulher assassinada por dia em diferentes regiões do estado. A sequência de feminicídios evidencia uma crise de violência de gênero sem precedentes e reforça um dado alarmante — o estado lidera o ranking nacional de feminicídios, com uma taxa de 1,23 mortes a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média brasileira de 0,69.
Cinco mulheres, Cinco Histórias Interrompidas:
- Domingo (22/06): Maria Selma Rocha dos Anjos, 51 anos, foi brutalmente assassinada em Rondonópolis com uma barra de ferro. O suspeito, com 14 passagens policiais, enviou fotos do crime à ex-esposa.
- Segunda-feira (23/06): Gleici Keli Geraldo, 42 anos, morreu esfaqueada pelo próprio marido em Lucas do Rio Verde. A filha do casal, de apenas 7 anos, também foi atacada com sete facadas e segue internada em estado grave.
- Terça-feira (24/06): Roseni da Silva Karnoski, 52 anos, foi baleada com uma espingarda enquanto dormia, em Nova Mutum. O marido alegou acidente, mas foi preso após contradições no depoimento.
- Quarta-feira (25/06): Maryelly Ferreira Campos, de apenas 16 anos, foi assassinada junto com o suposto amante em uma crise de ciúmes do marido, que segue foragido. O crime ocorreu em uma residência na madrugada.
- Quinta-feira (26/06): Andréia Ferreira de Souza, 31 anos, foi esfaqueada diversas vezes em Jaciara. O agressor, conhecido como “Índio”, a atacou com tamanha brutalidade que as vísceras da vítima ficaram expostas. Ela não resistiu aos ferimentos.
Realidade Cruel e Persistente
De janeiro a maio deste ano, Mato Grosso já contabiliza 17 feminicídios, conforme dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Em 2023, foram 47 casos no total. A crescente dos números e a brutalidade dos crimes refletem a urgência de políticas públicas mais efetivas de prevenção, proteção às mulheres e punição aos agressores.
Enquanto os dados crescem, famílias são destruídas e a sociedade segue em luto. A pergunta que fica é: até quando?




