A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu nesta semana um segundo inquérito contra o médico e ex-vereador Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa, de 39 anos, acrescentando três novos crimes à lista de acusações. Thiago, que está preso desde o dia 31 de maio, é investigado por diversos delitos sexuais cometidos em Canarana, município a 838 km de Cuiabá.
Segundo o delegado Flávio Leonardo Santana Silva, responsável pelo caso, o ex-parlamentar foi indiciado agora por:
- Estupro,
- Estupro de vulnerável,
- Violência psicológica.
A nova investigação aponta que os crimes foram cometidos contra duas vítimas — uma delas, uma criança de apenas 8 anos. Diante da gravidade, a Justiça decretou a prisão preventiva para garantir o andamento do processo. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que vai decidir se oferece denúncia formal. A polícia segue apurando a possível existência de outras vítimas.
Acusações anteriores
Antes deste novo inquérito, Thiago já havia sido indiciado por outros quatro crimes:
- Estupro de vulnerável,
- Produção e armazenamento de material de abuso sexual infantil,
- Divulgação de conteúdo de exploração sexual,
- Posse de imagens de abuso infantil.
Durante as buscas em sua residência e consultórios, foram encontradas imagens de abuso sexual — algumas produzidas e compartilhadas pelo próprio investigado, segundo a polícia.
Perda de mandato e expulsão do partido
No dia 9 de junho, a Câmara Municipal de Canarana oficializou a cassação do mandato de Thiago, tornando-o inelegível por oito anos. O suplente Milton Blass (PL) assumiu a vaga. O Partido Liberal também expulsou o ex-vereador no início do mês, logo após o escândalo vir à tona.
Vítimas e perfil criminoso
A Polícia Civil já identificou pelo menos oito vítimas, entre mulheres e menores de idade. A investigação revelou que Thiago se aproveitava da vulnerabilidade emocional das mulheres, muitas das quais eram mães de meninas, para cometer os crimes.
Materiais apreendidos
Durante a operação, os agentes apreenderam roupas infantis femininas e brinquedos sexuais na casa do médico, que morava sozinho e não tem filhos. Os objetos eram usados para alimentar fantasias sexuais, conforme relataram os investigadores.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou que uma sindicância foi aberta para apurar a conduta do médico. A abertura de um processo ético ainda está em análise.




