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Mato Grosso terá mais deputados a partir de 2027 após decisão do Senado

Projeto amplia número de parlamentares na Câmara e na ALMT, mas gera críticas de senadores mato-grossenses por possível aumento de gastos

🕒 Publicado em 26/06/2025 às 07:24

Senado aprova aumento de cadeiras e Mato Grosso terá mais representantes a partir de 2027

Mesmo com os votos contrários dos senadores de Mato Grosso, o Senado Federal aprovou nesta semana a proposta que amplia o número de deputados federais de 513 para 531. Com isso, Mato Grosso passará a ter dois novos representantes em Brasília. A medida também impacta a Assembleia Legislativa do Estado (ALMT), que ganhará seis novos parlamentares, aumentando de 24 para 30 cadeiras a partir de 2027.

A proposta agora retorna para a Câmara dos Deputados, pois os senadores incluíram uma alteração que proíbe qualquer elevação de gastos. Isso inclui bloqueio para aumento de verbas de gabinete, cotas parlamentares, auxílio-moradia, passagens e outros benefícios. O projeto estabelece que os valores devem seguir os mesmos patamares previstos para o ano de 2025 e veda a liberação de créditos extras ou manobras orçamentárias.

A votação foi apertada: 41 senadores foram favoráveis à medida, enquanto 33 se posicionaram contra. Entre os que se opuseram, estão Jayme Campos (União-MT) e Wellington Fagundes (PL-MT). Para Jayme, o momento é inadequado: “Essa decisão é inoportuna, injustificável e vai contra os interesses da sociedade. Aumentar os gastos agora é ignorar a realidade do povo brasileiro”, criticou.

Wellington também rejeitou a proposta, afirmando que os contribuintes estão sobrecarregados. “Não dá para aumentar a gastança. O povo está cansado de pagar imposto sem retorno em serviços públicos”, declarou. A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) não votou por estar em viagem oficial, embora, segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), Buzetti tenha tentado registrar voto contrário sem sucesso.

Impacto financeiro no estado

O aumento do número de deputados estaduais em Mato Grosso se dá por uma regra de proporcionalidade: para cada deputado federal, o estado tem direito a três estaduais. Com isso, a ALMT passará de 24 para 30 parlamentares.

Esse acréscimo deve representar um custo estimado de R$ 10 milhões por ano aos cofres públicos estaduais, considerando salários, verbas indenizatórias, gratificações, combustíveis e passagens aéreas. A ampliação das cadeiras ocorre após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a redistribuição das vagas da Câmara dos Deputados com base nos dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo IBGE.

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