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Petróleo dispara após ataque a usinas nucleares no Irã e ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz

Aprovação parlamentar para fechar a principal rota do petróleo global eleva tensões no Golfo e faz preços atingirem o maior nível em cinco meses.

🕒 Publicado em 23/06/2025 às 14:30

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (23.06), após o agravamento da crise entre Irã, Israel e Estados Unidos. A escalada ocorreu após um ataque coordenado às instalações nucleares iranianas e a aprovação, pelo Parlamento do Irã, de uma proposta para fechar o Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de escoamento de petróleo do planeta.

O barril do Brent subiu 0,8%, cotado a US$ 77,62, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) alcançou US$ 74,42. No fim de semana, os preços chegaram a ultrapassar os US$ 81, a maior cotação registrada desde janeiro.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é responsável pela passagem de cerca de 30% do petróleo comercializado globalmente, segundo estimativas da plataforma marítima Vortexa. Diariamente, entre 17,8 e 20,8 milhões de barris cruzam a rota, que tem apenas 33 km de largura em seu ponto mais estreito.

A proposta de interdição ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pelo líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. Se confirmada, a medida deve impactar diretamente o abastecimento de petróleo para grandes mercados consumidores, como China, Japão e União Europeia, além dos próprios Estados Unidos.

Reação dos EUA

O vice-presidente americano, JD Vance, classificou a ameaça de bloqueio como uma “decisão suicida” para o Irã, lembrando que a economia iraniana também depende da via marítima. “Fechar o Estreito significa sufocar seu próprio comércio”, declarou.

A Marinha dos Estados Unidos, por meio da 5ª Frota sediada no Bahrein, reforçou os alertas de segurança para navios petroleiros que atravessam a região, elevando a preocupação com um possível confronto militar direto.

Historicamente, o Irã já ameaçou fechar o Estreito em outros momentos de tensão, como em 2019, após os EUA abandonarem o acordo nuclear. No entanto, analistas avaliam que o atual cenário tem potencial de causar um impacto mais profundo e imediato no mercado energético global, dada a natureza do conflito e o envolvimento direto de grandes potências.

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