Os governos da Rússia e da China condenaram, neste domingo (22.06), os bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã, classificando a ação como uma violação grave do direito internacional. A ofensiva americana ocorreu no sábado (21.06), em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio após ataques israelenses contra o programa nuclear iraniano.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que os ataques norte-americanos representam uma “decisão irresponsável” que fere a soberania do Irã e viola a Carta das Nações Unidas. Moscou pediu o fim das hostilidades e o retorno à via diplomática.
A China, por sua vez, também criticou os Estados Unidos, afirmando que os bombardeios agravam ainda mais a instabilidade na região. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chinês apelou por um cessar-fogo imediato e por negociações entre as partes envolvidas. Pequim também se colocou à disposição para atuar com a comunidade internacional na busca por uma solução pacífica.
O ataque americano destruiu três instalações nucleares iranianas, incluindo o complexo subterrâneo de Fordow, que abriga milhares de centrífugas de enriquecimento de urânio, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A ação foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como resposta aos ataques iranianos contra Israel.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra cidades israelenses, como Tel Aviv e Haifa, na noite de domingo, provocando danos significativos. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que os EUA “traíram a diplomacia” e prometeu resposta com base no direito à autodefesa.
Araghchi também anunciou uma viagem a Moscou para se reunir com o presidente russo Vladimir Putin, na tentativa de alinhar estratégias diante da escalada no conflito.




