O Brasil deve encerrar nesta quarta-feira (18.06) o vazio sanitário estabelecido após a confirmação de um foco de gripe aviária em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Desde 22 de maio, data seguinte à desinfecção da propriedade afetada, não foram registrados novos casos em granjas comerciais no país.
O vazio sanitário, exigido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), tem duração de 28 dias e é uma etapa essencial para que o Brasil recupere oficialmente o status de livre da doença. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também deverá comunicar a OMSA e os países que suspenderam temporariamente as importações de carne de aves brasileiras.
Entre as restrições, o Japão suspendeu a compra de produtos avícolas, ovos férteis e pintinhos de municípios com registro da doença, como Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO), onde os casos ocorreram em criações de subsistência.
No início de junho, o governo de Mato Grosso confirmou um foco em Campinápolis e decretou estado de emergência zoossanitária por 90 dias. A medida permite reforçar ações de vigilância, controle e erradicação do vírus H5N1, incluindo o abate de aves infectadas, desinfecção das áreas afetadas e barreiras sanitárias em um raio de 10 quilômetros.
Com o fim do vazio sanitário e a contenção dos focos em criações não comerciais, o Brasil poderá retomar plenamente o comércio internacional de produtos avícolas.




