A partir desta segunda-feira (16.06), beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que registraram reclamações sobre descontos indevidos no INSS há mais de 15 dias já podem verificar a resposta das entidades envolvidas. A consulta pode ser feita presencialmente nas agências dos Correios, especialmente por quem não utiliza canais digitais como o aplicativo Meu INSS ou a Central 135.
O problema ganhou proporção nacional após mais de 3 milhões de aposentados e pensionistas afirmarem não terem autorizado descontos realizados por associações diversas em seus benefícios. Em apenas duas semanas, mais de 488 mil pessoas procuraram os Correios para formalizar suas contestações.
De acordo com o INSS, aqueles que utilizaram a Central 135 para registrar a contestação devem buscar a resposta por meio do app Meu INSS ou presencialmente, já que a central telefônica não fornece acesso aos documentos apresentados pelas entidades envolvidas na cobrança.
Durante uma visita a uma agência dos Correios em São Paulo na última sexta-feira (13.06), o presidente do INSS, Gilberto Waller, declarou que ainda não há um cálculo final sobre o prejuízo. No entanto, se todas as 3,1 milhões de contestações forem confirmadas, os valores indevidamente descontados podem ultrapassar R$ 2,1 bilhões, considerando atualização monetária.
Waller também destacou que o governo está comprometido com a devolução dos valores aos prejudicados e já iniciou medidas para bloqueio de bens dos envolvidos.
Essas ações fazem parte da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, que investiga um esquema de cobranças associativas não autorizadas aplicadas em aposentadorias e pensões entre os anos de 2019 e 2024.




