As autoridades sanitárias da Rússia informaram nesta terça-feira (6) que nenhum caso de peste foi identificado entre as pessoas que tiveram contato com uma pesquisadora de 28 anos que morreu na última sexta-feira, na região de Irkutsk, na Sibéria.
A mulher trabalhava em um instituto especializado em pesquisas sobre a peste e outras doenças infecciosas. Ela foi internada após apresentar um quadro de pneumonia de origem desconhecida, mas a causa definitiva da doença ainda não foi confirmada.
Segundo a Rospotrebnadzor, agência russa responsável pela vigilância sanitária, nenhum funcionário do instituto apresentou registro de doença infecciosa nos últimos dez dias.
A agência também informou que exames realizados na pesquisadora não identificaram microrganismos relacionados às atividades desenvolvidas por ela no laboratório.
Hospital permanece em quarentena
Mesmo sem a confirmação de casos entre os contatos da pesquisadora, as autoridades mantiveram medidas de precaução.
Um hospital localizado no distrito de Shelekhov, próximo a Irkutsk, foi colocado em quarentena. De acordo com Elena Sofina, vice-chefe do distrito, as investigações ainda não chegaram a um diagnóstico definitivo para o quadro grave que levou à morte da pesquisadora.
Cerca de 60% das pessoas que haviam sido colocadas em quarentena já foram liberadas, segundo a autoridade local.
A morte da funcionária provocou preocupação nas redes sociais diante da possibilidade de uma infecção perigosa, especialmente por ela trabalhar em uma instituição dedicada ao estudo da peste.
As autoridades russas, entretanto, pediram que a população mantenha a calma enquanto os exames e as investigações continuam.
O que é a peste?
A peste é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Yersinia pestis. A transmissão pode ocorrer por meio de pulgas infectadas e, dependendo da forma da doença, também pelo contato com animais ou pessoas contaminadas.
A possibilidade de um caso de peste chamou atenção devido à atuação profissional da pesquisadora e ao fato de ela ter trabalhado em um instituto especializado na doença.
Até o momento, porém, as autoridades russas afirmam que não foi identificado nenhum caso de peste entre as pessoas que tiveram contato com a pesquisadora.
Rússia aguarda conclusão das investigações
A repercussão do caso também chegou ao cenário internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a morte da pesquisadora como um “grande problema” para a Rússia e ofereceu ajuda para lidar com a situação.
O Kremlin agradeceu a oferta. Segundo o porta-voz da Presidência russa, o governo aguarda a conclusão das investigações conduzidas pelas autoridades sanitárias antes de apresentar novas informações sobre o caso.
Até agora, não há confirmação de que a morte da pesquisadora tenha sido provocada pela peste ou de que tenha ocorrido uma infecção entre funcionários e demais pessoas que tiveram contato com ela.




