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HMC amplia cirurgias por vídeo e realiza 88 procedimentos em apenas dois meses

Técnica minimamente invasiva já é utilizada em cirurgias de apendicite e vesícula, beneficiando pacientes de urgência e da fila de regulação do SUS

🕒 Publicado em 18/08/2026 às 09:27

Uma mudança importante na rotina cirúrgica do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) vem ampliando o acesso dos pacientes a procedimentos realizados com tecnologia minimamente invasiva. Nos últimos dois meses, a unidade contabilizou 88 cirurgias por videolaparoscopia, principalmente em casos de apendicite e doenças da vesícula biliar.

A estratégia é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), e atende tanto pacientes que chegam ao hospital em situações de urgência quanto pessoas que aguardavam por cirurgias eletivas por meio da Central de Regulação.

A iniciativa começou em 13 de junho e representa uma modernização dos procedimentos realizados no HMC. Diferentemente da cirurgia convencional, que normalmente exige incisões maiores, a videolaparoscopia utiliza pequenos cortes para a introdução de uma câmera e instrumentos cirúrgicos específicos.

As imagens captadas pela câmera são transmitidas para um monitor, permitindo que a equipe médica acompanhe a área que está sendo operada com precisão.

Menos cortes e recuperação mais rápida

Entre os principais benefícios associados à videolaparoscopia estão as incisões menores, menor agressão aos tecidos, redução da dor após a cirurgia e maior conforto durante a recuperação.

Dependendo das condições clínicas e da avaliação da equipe médica, a técnica também pode contribuir para uma alta hospitalar mais rápida, permitindo que o paciente retome suas atividades em menor tempo.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a ampliação da técnica representa uma oportunidade de oferecer procedimentos mais modernos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo ela, os resultados obtidos demonstram o avanço da estrutura cirúrgica do HMC e o esforço para qualificar cada vez mais o atendimento oferecido à população.

Atendimento também contempla pacientes da fila de regulação

Além das situações de urgência, a videolaparoscopia passou a ser utilizada em procedimentos eletivos de pacientes que aguardavam atendimento pela Central de Regulação.

Durante os meses de junho e julho, um mutirão realizado no hospital contabilizou 30 cirurgias por vídeo, contribuindo para reduzir a demanda acumulada e ampliar o número de pacientes beneficiados pela técnica.

A maior parte dos procedimentos realizados está relacionada a cirurgias de apendicite e vesícula biliar, áreas nas quais a técnica passou a ter participação significativa na rotina da unidade.

A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, avaliou que a ampliação das cirurgias representa uma evolução na capacidade assistencial do hospital.

Para a gestora, os 88 procedimentos realizados em dois meses demonstram a importância de investimentos em estrutura, equipes especializadas e novas tecnologias para fortalecer o atendimento oferecido pelo SUS.

Técnica ganha espaço na rotina do HMC

O responsável técnico pelo HMC, médico Eduardo Andraus, também ressaltou a diferença entre os procedimentos convencionais e as cirurgias realizadas por vídeo.

Segundo ele, a redução no tamanho das incisões pode proporcionar vantagens importantes para o paciente, especialmente no período pós-operatório, com possibilidade de menos dor, maior conforto e recuperação mais rápida.

Em 2026, as cirurgias de apendicite e vesícula biliar realizadas no HMC passaram a contar, em sua maioria, com a videolaparoscopia, especialmente nos atendimentos de urgência e nos procedimentos eletivos encaminhados pela Central de Regulação.

O resultado alcançado nos últimos dois meses marca uma nova fase na assistência cirúrgica do Hospital Municipal de Cuiabá. A ampliação da videolaparoscopia combina modernização tecnológica, aumento da capacidade de atendimento e busca por melhores condições de recuperação para os pacientes da rede pública.

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