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Azeites brasileiros conquistam 127 medalhas em uma das maiores competições internacionais do setor

País alcança índice de premiação superior ao da Itália e conquista títulos de destaque no EVO IOOC Italy 2026, consolidando o avanço da olivicultura nacional.

🕒 Publicado em 03/07/2026 às 08:56

A produção brasileira de azeite extravirgem voltou a ganhar reconhecimento internacional ao conquistar desempenho histórico na 11ª edição do EVO IOOC Italy, um dos concursos mais prestigiados do segmento. O Brasil encerrou a competição com 127 premiações, sendo 98 medalhas de ouro e 29 de prata, consolidando-se entre os principais destaques do evento.

Ao todo, produtores brasileiros inscreveram 139 amostras, ficando atrás apenas da Itália, que participou com 144 azeites. A cerimônia de premiação foi realizada na cidade de Palmi, na região da Calábria, reunindo representantes de 32 países e um total recorde de 786 azeites avaliados.

As amostras foram analisadas por um júri internacional formado por 32 especialistas, responsáveis por avaliar os produtos da safra 2025/2026. O Brasil alcançou uma taxa de sucesso de 91,4%, com 127 azeites premiados entre os 139 inscritos. Em comparação, a Itália recebeu 110 medalhas, sendo 80 de ouro, registrando índice de premiação de 76,4%.

Além do expressivo número de medalhas, os produtores brasileiros conquistaram importantes reconhecimentos individuais. O azeite Coratina, da marca Azeite Sabiá, produzido em Encruzilhada do Sul (RS), foi eleito o Melhor Azeite do Hemisfério Sul.

Outro destaque foi o Estância das Oliveiras Blend La Mamma, de Viamão (RS), escolhido como Melhor Azeite do Brasil. A mesma produtora também venceu a categoria de Melhor Azeite Monovarietal do Hemisfério Sul com o rótulo Frantoio.

Na categoria de blends (coupage), o prêmio de Melhor Azeite do Hemisfério Sul ficou com o Milonga Ana Terra 1835, produzido em Triunfo (RS). Já o troféu especial Raúl C. Castellani, destinado ao Melhor Azeite da América do Sul, foi conquistado pelo Azeite Carcará, produzido em Aiuruoca, na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais.

Segundo os organizadores do concurso, o desempenho brasileiro confirma a evolução da produção nacional de azeites de alta qualidade e reforça o protagonismo do país no cenário internacional.

O sócio e sommelier da Milonga, Christian Vogt, atribui o resultado ao amadurecimento da olivicultura brasileira e à adoção de tecnologias modernas na produção. De acordo com ele, após duas safras prejudicadas pelo fenômeno El Niño e pelas enchentes no Rio Grande do Sul, as condições climáticas mais favoráveis permitiram uma colheita com maior volume e qualidade.

Vogt também destaca que o crescimento da olivicultura brasileira é resultado de investimentos iniciados há cerca de duas décadas. Desde a produção do primeiro azeite extravirgem 100% nacional, em 2008, produtores vêm investindo em pomares modernos, equipamentos de última geração e técnicas voltadas à colheita no ponto ideal de maturação, fatores que contribuíram para elevar o padrão dos azeites brasileiros e ampliar o reconhecimento internacional.

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