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NOTÍCIAOrganizações relatam dificuldades para atuar em resgates após terremotos na Venezuela

Organizações relatam dificuldades para atuar em resgates após terremotos na Venezuela

Equipes internacionais denunciam restrições durante operações de busca, enquanto socorristas seguem procurando desaparecidos uma semana após a tragédia.

🕒 Publicado em 02/07/2026 às 16:29

As operações de resgate às vítimas dos terremotos que devastaram regiões da Venezuela seguem mobilizando equipes nacionais e internacionais, mas organizações humanitárias afirmam enfrentar obstáculos para atuar nas áreas atingidas. Uma semana após os abalos sísmicos, grupos de ajuda relatam dificuldades de acesso, restrições impostas por autoridades locais e entraves que, segundo eles, comprometem o trabalho de salvamento.

Apesar da redução das chances de localizar sobreviventes com o passar dos dias, os resgates continuam. Nesta quinta-feira (2), um homem foi encontrado com vida após permanecer oito dias sob os escombros, renovando a esperança das equipes envolvidas nas buscas.

Além dos desafios provocados pelos danos à infraestrutura e pelo intenso congestionamento nas regiões afetadas, entidades internacionais afirmam que também enfrentam limitações administrativas e operacionais para atuar no país.

A organização beneficente Amavex, sediada nos Estados Unidos, divulgou nas redes sociais relatos de bombeiros venezuelanos que afirmam ter sido impedidos de acessar determinadas áreas de operação. Imagens publicadas pela entidade mostram bloqueios realizados por agentes da Polícia Nacional Bolivariana durante as ações de resgate.

Segundo a organização, em situações de desastre a prioridade deve ser garantir o acesso das equipes de emergência para salvar vidas e prestar assistência às vítimas, sem obstáculos que prejudiquem os trabalhos.

Outra entidade que relatou dificuldades foi a ISAR Germany. A organização informou que sua equipe médica de emergência teve a autorização de entrada na Venezuela negada, embora, segundo a instituição, houvesse sinalização anterior sobre a necessidade de apoio internacional.

A equipe alemã era composta por 41 especialistas voluntários treinados para atuação em desastres naturais e estava preparada para embarcar com equipamentos destinados às operações de atendimento médico. Até o momento, não há confirmação de que o grupo tenha conseguido ingressar no território venezuelano.

Também foram registradas reclamações por parte da equipe Topos de Chile. O representante da organização, Francisco Lermanda, declarou à imprensa local que militares venezuelanos estariam interrompendo periodicamente os trabalhos de busca para realizar verificações de documentos dos socorristas, sob suspeita de possíveis atividades de espionagem.

Enquanto as denúncias repercutem entre organizações internacionais de ajuda humanitária, a situação segue sendo acompanhada por veículos de imprensa e entidades internacionais. Até o momento, não houve posicionamento oficial das autoridades venezuelanas sobre os relatos de restrições às operações de resgate.

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