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Operação investiga grupo suspeito de vender falsa influência sobre decisões judiciais em Mato Grosso

Polícia Civil cumpre mandados contra investigados por suposto esquema que envolvia promessa de benefícios judiciais mediante pagamento

🕒 Publicado em 25/06/2026 às 08:44

A Polícia Civil de Mato Grosso intensificou, na manhã desta quinta-feira (25), as investigações sobre um suposto esquema criminoso que prometia interferir em decisões da Justiça mediante pagamento de altas quantias em dinheiro. A ação faz parte da Operação Falsa Vantagem, que busca reunir novas provas e identificar todos os envolvidos na suposta organização.

Durante a ofensiva, equipes policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá. As ordens judiciais são resultado de investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

As apurações indicam a existência de um grupo suspeito de oferecer influência sobre decisões judiciais em troca de pagamentos indevidos. Os investigados poderão responder por crimes como extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

Entre os alvos da operação estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora vinculada ao Poder Judiciário. O objetivo das investigações é esclarecer como o esquema funcionava, verificar se a prática era recorrente, identificar há quanto tempo o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.

Promessa de anulação de condenação

Segundo as investigações, os suspeitos teriam convencido familiares de uma pessoa condenada pela Justiça de que poderiam conseguir a anulação da sentença por meio de influência junto a uma servidora responsável pelos atos processuais.

Para garantir o suposto benefício, o grupo teria exigido o pagamento de R$ 150 mil em dinheiro vivo. Conforme a Polícia Civil, a escolha pelo pagamento em espécie teria como finalidade dificultar o rastreamento da movimentação financeira.

Entretanto, o resultado obtido teria sido apenas a redução da pena do condenado, sem a anulação prometida. Diante da frustração, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, fato que também integra o conjunto das investigações.

Novas provas

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marlon Luz, as buscas têm como foco a apreensão de celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de novos participantes do suposto esquema.

O nome da operação faz referência à falsa expectativa criada pelos investigados, que prometiam vantagens judiciais mediante pagamento, induzindo as vítimas a acreditar que os resultados seriam garantidos.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a dimensão da organização criminosa, identificar outras pessoas eventualmente prejudicadas e individualizar a responsabilidade de cada investigado.

A Operação Falsa Vantagem integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das organizações criminosas em todo o Estado.

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