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União avalia demolir ponte após morte de jovem durante salto em São Paulo

Estrutura entre Limeira e Cordeirópolis poderá ser removida definitivamente; acesso ao local será reforçado enquanto decisão é analisada

🕒 Publicado em 16/06/2026 às 14:07

A trágica morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump reacendeu a discussão sobre o futuro da conhecida Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Após o acidente, ocorrido no último sábado (13), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) iniciou tratativas com autoridades municipais para definir medidas que eliminem os riscos oferecidos pela estrutura, incluindo sua possível demolição.

A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, moradora de Jandira (SP), participava de uma atividade promovida por uma empresa privada quando foi lançada da ponte sem estar presa corretamente ao equipamento de segurança. Ela caiu de aproximadamente 40 metros de altura e morreu no local.

A modalidade praticada era o rope jump, esporte de aventura em que os participantes saltam de grandes alturas presos por sistemas específicos de cordas.

União nunca autorizou atividades no local

Em nota oficial, a Secretaria do Patrimônio da União informou que a ponte passou oficialmente para a administração federal em maio deste ano e ressaltou que jamais concedeu autorização para a realização de qualquer atividade recreativa ou esportiva na estrutura.

Após o acidente, representantes da SPU e da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis para discutir alternativas capazes de impedir novos episódios semelhantes.

Demolição ganha força entre autoridades

Durante o encontro, os gestores municipais defenderam que a remoção da ponte seja adotada como solução definitiva para eliminar os riscos.

A prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, manifestou apoio à demolição imediata da estrutura. O prefeito de Limeira, Murilo Félix, também afirmou que a construção representa perigo há vários anos e continua atraindo visitantes, mesmo estando interditada.

Segundo ele, a implosão da ponte é considerada a medida mais eficaz para impedir novos acidentes e preservar a segurança da população.

O gestor ainda solicitou que a Polícia Federal investigue a divulgação de futuras atividades organizadas no local por meio das redes sociais.

Acesso será reforçado até decisão final

Enquanto a definição sobre o futuro da ponte não é concluída, os governos federal e municipais estabeleceram um conjunto de medidas para impedir a entrada de pessoas na área.

Entre as ações previstas estão a instalação de placas de advertência, reforço das barreiras físicas existentes e reabertura de valas para dificultar o acesso à estrutura.

A Prefeitura de Limeira informou ainda que uma vala anteriormente construída para bloquear a passagem foi fechada sem autorização do município.

As autoridades lembram que a ponte permanece interditada e que o acesso ao local é proibido, podendo configurar infração por se tratar de uma área pública sem autorização para visitação.

**Informações via Agência Brasil

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