32.3 C
Cuiabá
segunda-feira, 15 junho 2026 - 15:58
spot_img
NOTÍCIAMercado eleva previsão para a Selic em 2026 antes de nova decisão...

Mercado eleva previsão para a Selic em 2026 antes de nova decisão do Banco Central

Boletim Focus aponta aumento na expectativa para os juros, inflação acima da meta e leve melhora na projeção de crescimento da economia brasileira

🕒 Publicado em 15/06/2026 às 09:45

O mercado financeiro voltou a revisar para cima a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central, a projeção dos analistas passou de 13,5% para 13,75% ao ano, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir os rumos da política monetária do país.

Apesar da revisão para o próximo ano, a expectativa do mercado é de que a Selic seja mantida em 14,5% ao ano na reunião desta semana, que acontece na terça-feira (16) e quarta-feira (17).

Para os anos seguintes, as projeções indicam uma trajetória gradual de queda dos juros. A estimativa é de que a taxa alcance 12% em 2027, 10,25% em 2028 e 10% em 2029.

Inflação continua pressionando cenário econômico

O levantamento também mostra uma nova alta na previsão para a inflação oficial do país. A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,11% para 5,3% em 2026, permanecendo acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Segundo o IBGE, o IPCA registrou alta de 0,58% em maio, enquanto a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,72%, ultrapassando o limite superior da meta.

Entre os fatores que continuam pressionando os preços estão os aumentos registrados nos alimentos e os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os combustíveis e outras commodities.

Entenda o impacto da Selic na economia

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação.

Quando os juros são reduzidos, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando o consumo, os investimentos e a atividade econômica.

Por outro lado, taxas mais elevadas tornam empréstimos e financiamentos mais caros, desestimulam o consumo e ajudam a conter a inflação ao reduzir a demanda por bens e serviços.

Mesmo assim, os juros cobrados pelos bancos aos consumidores também dependem de fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro das instituições financeiras.

Mercado melhora projeção para o PIB

Além dos juros, o Boletim Focus trouxe uma revisão positiva para o crescimento da economia brasileira.

A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,91% para 1,96%.

Para 2027, a projeção permaneceu em 1,7%, enquanto para 2028 e 2029 o mercado estima crescimento de 2% ao ano.

Os dados mais recentes do IBGE mostram que a economia brasileira avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior e acumula expansão de 2% nos últimos 12 meses.

Em 2025, o país registrou crescimento de 2,3%, impulsionado principalmente pelo desempenho da agropecuária e pela expansão de todos os setores da economia.

Dólar permanece estável nas projeções

Em relação ao câmbio, o mercado financeiro manteve praticamente inalterada a expectativa para a moeda norte-americana.

A projeção é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para o fim de 2027, a estimativa passou para R$ 5,25.

**Informações via Agência Brasil

COLUNAS
spot_img
NOTICIAS
spot_img
LEIA MAIS