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Exército mantém operações nas fronteiras apesar de bloqueio bilionário no orçamento da Defesa

Contingenciamento de recursos preserva ações permanentes de vigilância, mas pode afetar novas operações de combate ao crime nas regiões de fronteira

🕒 Publicado em 10/06/2026 às 09:50

O Exército Brasileiro continuará executando suas atividades permanentes de monitoramento e segurança nas fronteiras do país, mesmo após o bloqueio de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa (MD), anunciado pelo governo federal no fim de maio.

A garantia foi dada pela Força, que informou a manutenção das operações regulares de vigilância e fiscalização já realizadas ao longo do ano. No entanto, ações extras de intensificação do combate a crimes transfronteiriços, ainda em fase de planejamento, poderão ser reavaliadas em razão das restrições orçamentárias.

Segundo o Exército, as operações permanentes seguem normalmente por meio da Operação Escudo, conjunto de ações voltadas à proteção da faixa de fronteira brasileira e ao enfrentamento de atividades ilegais que afetam a segurança nacional.

Entre as atividades desenvolvidas estão patrulhamentos terrestres e fluviais, fiscalização de áreas estratégicas, reconhecimento de fronteiras e ações de presença institucional em regiões consideradas sensíveis. O objetivo é combater crimes como narcotráfico, tráfico de armas e munições, além de ilícitos ambientais.

Embora as atividades regulares estejam preservadas, o contingenciamento pode impactar iniciativas complementares que estavam previstas para ampliar o combate ao crime organizado em determinadas áreas. O comando do Exército ainda realiza levantamentos para definir quais operações planejadas poderão sofrer ajustes ou adiamentos.

Bloqueio integra medidas do arcabouço fiscal

O contingenciamento faz parte do bloqueio de R$ 22,1 bilhões anunciado pelo governo federal para adequação das contas públicas às regras do arcabouço fiscal. Com isso, o total de recursos bloqueados em 2026 chegou a R$ 23,7 bilhões.

As medidas seguem os parâmetros estabelecidos pela legislação fiscal aprovada em 2023, que substituiu o antigo teto de gastos e determina limites para o crescimento das despesas públicas.

De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, a necessidade do bloqueio decorre principalmente do aumento de gastos obrigatórios, como os destinados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aos benefícios previdenciários.

As projeções apontam crescimento de R$ 14,1 bilhões nas despesas com o BPC e de R$ 11,5 bilhões nos gastos previdenciários. Por outro lado, houve redução estimada de R$ 3,8 bilhões nas despesas com pessoal e encargos sociais do serviço público.

Segurança nas fronteiras continua como prioridade

Mesmo diante das limitações orçamentárias, o Exército reforça que a vigilância das fronteiras permanece como uma das prioridades estratégicas da instituição. A atuação ocorre de forma integrada com outros órgãos federais, especialmente a Polícia Federal, além das forças de segurança estaduais.

A faixa de fronteira brasileira possui cerca de 17 mil quilômetros de extensão e é considerada uma área estratégica para o combate ao tráfico internacional de drogas, armas, contrabando e outros crimes transnacionais.

Enquanto o cenário fiscal é acompanhado pelo governo e pelas Forças Armadas, a expectativa é de que eventuais desbloqueios de recursos ao longo do ano possam permitir a retomada de ações complementares inicialmente previstas para reforçar a segurança nessas regiões.

**Informações via Agência Brasil

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