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Defesa Civil alerta municípios de MT para seca mais severa com influência do El Niño em 2026

Estado intensifica orientações e ações preventivas para reduzir impactos de estiagem, queimadas e problemas no abastecimento de água

🕒 Publicado em 04/06/2026 às 09:42

A Defesa Civil de Mato Grosso está reforçando o trabalho de orientação junto aos municípios diante das previsões climáticas para o segundo semestre de 2026. A preocupação é com os efeitos do fenômeno El Niño, que deverá intensificar o período de seca no Estado, elevando os riscos de incêndios florestais, problemas no abastecimento de água e impactos na saúde da população.

Para preparar as cidades, o órgão estadual vem promovendo reuniões técnicas, palestras e ações de monitoramento climático voltadas aos coordenadores municipais de Defesa Civil.

De acordo com o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil, coronel Marcelo Reveles, o planejamento antecipado é fundamental para reduzir os prejuízos provocados pelos eventos climáticos extremos.

Segundo ele, o acompanhamento constante das previsões meteorológicas permite que os municípios adotem medidas preventivas e respondam de forma mais rápida diante de possíveis ocorrências.

As orientações começaram com uma reunião virtual realizada no dia 20 de maio, reunindo representantes das coordenadorias municipais. Além disso, equipes da Defesa Civil ampliaram o trabalho de conscientização por meio de encontros presenciais em diversas regiões de Mato Grosso.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, fenômeno que altera a circulação atmosférica e interfere diretamente nos regimes de chuva. Para Mato Grosso, a previsão aponta redução significativa das precipitações entre os meses de junho e agosto, além de temperaturas acima da média histórica e aumento da frequência de ondas de calor.

Esse cenário favorece principalmente o surgimento de incêndios florestais, sobretudo em áreas do Cerrado e do Pantanal, que tradicionalmente sofrem com períodos prolongados de estiagem.

Além dos impactos ambientais, a Defesa Civil alerta para possíveis reflexos na produção agrícola, no abastecimento hídrico e na saúde pública. As projeções indicam que os meses de julho e agosto poderão registrar os efeitos mais intensos da estiagem.

A orientação aos municípios inclui a revisão dos planos de contingência, avaliação da capacidade de abastecimento de água, fortalecimento das ações educativas sobre os riscos do uso do fogo e monitoramento constante das áreas mais vulneráveis.

Na área da saúde, a recomendação é reforçar a atenção básica e avaliar a capacidade de atendimento da rede hospitalar, considerando o aumento de doenças respiratórias geralmente associado à baixa umidade do ar e à fumaça provocada pelas queimadas.

A Defesa Civil também orienta as administrações municipais a intensificarem o monitoramento de focos de calor e a adotarem medidas preventivas para minimizar os efeitos da estiagem sobre a população.

O órgão estadual informou que seguirá acompanhando as condições climáticas e prestando suporte técnico aos municípios por meio da emissão de alertas, boletins e orientações especializadas ao longo dos próximos meses.

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