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NOTÍCIAQueda nos casos de afogamento em Mato Grosso preocupa autoridades

Queda nos casos de afogamento em Mato Grosso preocupa autoridades

Corpo de Bombeiros registra redução nos incidentes, mas reforça orientações de segurança aquática

🕒 Publicado em 12/10/2025 às 11:09

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) registrou 71 casos de afogamento entre janeiro e agosto de 2025, apresentando uma redução de 16,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 85 incidentes. No ano anterior, o total chegou a 123 ocorrências.

As cidades que tiveram mais registros em 2024 também apresentaram queda em 2025. Cuiabá passou de 22 para oito casos; Sinop, de oito para três; e Barra do Garças, de 11 para 10 atendimentos. Nova Xavantina e Tangará da Serra registraram quatro casos cada, ante sete em 2024.

O major BM Felipe Mançano Saboia, diretor operacional adjunto do CBMMT, ressaltou que, mesmo com a diminuição nos números, os afogamentos permanecem uma preocupação relevante devido aos riscos dos ambientes aquáticos. Ele reforçou a importância de manter cuidados preventivos, como supervisão constante de crianças e uso de coletes salva-vidas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), 76% dos afogamentos acontecem em rios, lagos e represas, evidenciando a necessidade de educação contínua sobre segurança aquática e vigilância constante.

Orientações para prevenção de afogamentos:

  • Respeite sinalizações: Áreas seguras para banho devem ser respeitadas, observando altura e volume da água. Água na cintura já indica risco.
  • Águas abertas e clima: Evite nadar em locais desconhecidos, próximos de correntezas ou após chuvas, para prevenir acidentes com redemoinhos ou “cabeça d’água”. Não pule de locais elevados.
  • Álcool: O consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água aumenta o risco de acidentes, prejudicando coordenação motora e percepção de perigo.
  • Crianças e adolescentes: A vigilância deve ser intensa, pois o afogamento é a segunda maior causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos. Nunca deixe crianças sem supervisão.
  • Piscinas: Instale cercas de proteção e ralos antiaprisionamento. Crianças entre 4 e 12 anos devem ser acompanhadas, mesmo que saibam nadar.
  • Equipamentos de segurança: Coletes salva-vidas são os mais indicados. Boias lúdicas ou redondas não substituem a segurança do colete. Verifique sempre a flutuabilidade adequada e o estado de conservação do equipamento.
  • Embarcações: Todos os ocupantes devem usar coletes, independentemente de saberem nadar. Dispositivos auxiliares, como boias ou macarrões, ajudam, mas não substituem o colete.

Em caso de emergência:
Mantenha a calma, flutue e peça socorro, evitando nadar contra a correnteza. Ao ajudar outra pessoa, não entre na água; ligue para o 193 e utilize materiais flutuantes até a chegada do profissional.

O CBMMT reforça a necessidade de seguir essas recomendações para reduzir o risco de afogamentos em rios, lagos, cachoeiras e piscinas.

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