O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) registrou 71 casos de afogamento entre janeiro e agosto de 2025, apresentando uma redução de 16,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 85 incidentes. No ano anterior, o total chegou a 123 ocorrências.
As cidades que tiveram mais registros em 2024 também apresentaram queda em 2025. Cuiabá passou de 22 para oito casos; Sinop, de oito para três; e Barra do Garças, de 11 para 10 atendimentos. Nova Xavantina e Tangará da Serra registraram quatro casos cada, ante sete em 2024.
O major BM Felipe Mançano Saboia, diretor operacional adjunto do CBMMT, ressaltou que, mesmo com a diminuição nos números, os afogamentos permanecem uma preocupação relevante devido aos riscos dos ambientes aquáticos. Ele reforçou a importância de manter cuidados preventivos, como supervisão constante de crianças e uso de coletes salva-vidas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), 76% dos afogamentos acontecem em rios, lagos e represas, evidenciando a necessidade de educação contínua sobre segurança aquática e vigilância constante.
Orientações para prevenção de afogamentos:
- Respeite sinalizações: Áreas seguras para banho devem ser respeitadas, observando altura e volume da água. Água na cintura já indica risco.
- Águas abertas e clima: Evite nadar em locais desconhecidos, próximos de correntezas ou após chuvas, para prevenir acidentes com redemoinhos ou “cabeça d’água”. Não pule de locais elevados.
- Álcool: O consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água aumenta o risco de acidentes, prejudicando coordenação motora e percepção de perigo.
- Crianças e adolescentes: A vigilância deve ser intensa, pois o afogamento é a segunda maior causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos. Nunca deixe crianças sem supervisão.
- Piscinas: Instale cercas de proteção e ralos antiaprisionamento. Crianças entre 4 e 12 anos devem ser acompanhadas, mesmo que saibam nadar.
- Equipamentos de segurança: Coletes salva-vidas são os mais indicados. Boias lúdicas ou redondas não substituem a segurança do colete. Verifique sempre a flutuabilidade adequada e o estado de conservação do equipamento.
- Embarcações: Todos os ocupantes devem usar coletes, independentemente de saberem nadar. Dispositivos auxiliares, como boias ou macarrões, ajudam, mas não substituem o colete.
Em caso de emergência:
Mantenha a calma, flutue e peça socorro, evitando nadar contra a correnteza. Ao ajudar outra pessoa, não entre na água; ligue para o 193 e utilize materiais flutuantes até a chegada do profissional.
O CBMMT reforça a necessidade de seguir essas recomendações para reduzir o risco de afogamentos em rios, lagos, cachoeiras e piscinas.




