Da Redação / acaradopovo.com.br
Um ano após o assassinato do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, de 46 anos, o autor do crime, Rafael Amorim de Brito, segue foragido. O crime ocorreu em 28 de maio de 2024, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, em Cuiabá. O militar foi atingido por um disparo na cabeça quando estava em serviço extra para complementar sua renda.
O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da capital, que concluiu o inquérito policial e indiciou Rafael por homicídio qualificado. O processo foi encaminhado ao Ministério Público Estadual no dia 14 de maio de 2025, onde aguarda oferecimento de denúncia. O MP confirmou que o procedimento tramita em sigilo.
De acordo com as investigações, o sargento estava de folga e atuava na segurança da unidade de saúde quando foi surpreendido por um homem armado em uma motocicleta. Câmeras de segurança registraram o momento exato do ataque. Odenil foi socorrido e levado ao Hospital Municipal de Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.
Rafael, apontado como autor dos disparos, já possui antecedentes e é alvo de outros mandados de prisão por crimes como roubo e extorsão mediante sequestro. Após o homicídio, a polícia encontrou a moto usada no crime, além de vestimentas e equipamentos abandonados em uma rua no bairro CPA 2.
Operação de busca e confronto com cúmplices
Ainda no mesmo dia do crime, três suspeitos de ajudarem na fuga de Rafael morreram em confronto com a Polícia Militar em Sinop, a cerca de 500 km de Cuiabá. Já em 9 de junho de 2024, um integrante de facção foi preso no bairro Novo Paraíso, também por envolvimento na fuga. Ele confessou ter transportado Rafael até a zona rural da cidade, após ordens da liderança criminosa.
Três dias depois, o suspeito foi localizado em um apartamento no bairro Isabel Campos, em Várzea Grande, mas conseguiu escapar ao se embrenhar em uma área de mata próxima. Desde então, permanece foragido.




