A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, se posicionou publicamente contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar a recente taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para ela, a medida anunciada por Donald Trump é uma consequência direta de provocações feitas por Lula e sua esposa, Janja da Silva, à maior potência econômica mundial.
Durante entrevista coletiva na segunda-feira (21), Virgínia afirmou que o Brasil está colhendo os efeitos de um comportamento que considera imprudente por parte do governo federal. “O presidente Lula errou ao provocar um país como os Estados Unidos. Eles são uma força gigante, e nós dependemos deles. Nós somos pequenos para entrar em confronto com quem é muito maior”, afirmou.
Ela também criticou a postura de Janja em episódios anteriores, como quando a primeira-dama do Brasil dirigiu xingamentos ao empresário Elon Musk — uma figura influente na política norte-americana e próximo do ex-presidente Trump. “Nós deveríamos buscar união, e não confronto com quem tem peso global”, disse Virgínia.
Sobre a tarifa de 50%
No dia 9 de julho, veio a público uma carta assinada por Donald Trump, pré-candidato à presidência dos EUA, confirmando a aplicação de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros. A decisão teria como justificativas:
- O que Trump chamou de “perseguição judicial” ao ex-presidente Jair Bolsonaro;
- Decisões do governo brasileiro que, segundo ele, atacam empresas de tecnologia americanas e ferem a liberdade de expressão;
- Alegações de desequilíbrio comercial, apesar dos EUA registrarem superávit na balança com o Brasil.
A declaração de Virgínia Mendes ocorre em um momento de tensão nas relações diplomáticas entre os dois países e reacende o debate sobre o impacto de discursos políticos nas negociações internacionais. Ela defende uma abordagem mais cautelosa e cooperativa com os Estados Unidos, enfatizando que o Brasil deveria adotar uma postura de diplomacia e pragmatismo, especialmente diante de potências globais.




