Durante a primeira etapa do trabalho, realizada em julho, foram instaladas 211 ovitrampas em pontos estratégicos de Várzea Grande.
Depois de cinco dias de exposição, os equipamentos foram recolhidos e encaminhados para análise laboratorial. Os ovos encontrados foram contabilizados pelas equipes, permitindo identificar as regiões com maior concentração do mosquito.
No Setor 1, que abrange a região do Grande Cristo Rei, a ação contemplou os bairros Parque do Lago, Santa Luzia, Santa Clara, Dom Bosco e Cristo Rei.
No Parque do Lago, por exemplo, o quarteirão 22 apresentou a maior quantidade de ovos e foi definido como área prioritária para a atuação das equipes.
Força-tarefa realiza bloqueio nos imóveis
Com a identificação do ponto de maior concentração, os agentes realizaram a delimitação e o bloqueio da área, incluindo o quarteirão considerado positivo e os imóveis localizados nas proximidades.
As equipes percorrem as residências de porta em porta para verificar quintais, caixas-d’água, recipientes e outros locais que possam acumular água e servir como criadouros.
Quando necessário, são realizadas ações de controle mecânico, com a retirada de recipientes e eliminação de focos, além da aplicação de larvicida e orientação aos moradores.
Segundo a supervisora-geral do Setor 1, Roseane Félix, os resultados das ovitrampas permitem concentrar os esforços justamente nos locais que apresentam maior risco.
A estratégia busca tornar o trabalho de campo mais direcionado e eficiente, combinando identificação dos focos, eliminação de criadouros e conscientização da comunidade.
Moradores são orientados antes do período de chuvas
A orientação da população é considerada uma das principais medidas para reduzir a reprodução do Aedes aegypti, especialmente com a proximidade do período chuvoso, quando aumenta a possibilidade de formação de novos criadouros.
Os moradores são orientados a manter os quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água e manter as caixas-d’água devidamente fechadas.
Também é necessário evitar água parada em pratos de plantas. Esses recipientes devem permanecer secos ou receber areia para impedir a formação de criadouros.
Moradora destaca importância da prevenção
Moradora do Parque do Lago há quatro décadas, Conceição Lino, de 65 anos, recebeu os agentes em sua residência e destacou a importância do trabalho realizado pelas equipes.
Para ela, as orientações ajudam a população a se preparar para o período de maior proliferação do mosquito e contribuem para prevenir doenças como dengue, zika e chikungunya.
Combate depende da participação da população
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o controle do Aedes aegypti depende da atuação conjunta das equipes públicas e dos moradores.
Mesmo pequenos recipientes com água parada podem se transformar em criadouros. Por isso, a recomendação é realizar verificações frequentes dentro e fora das residências e eliminar qualquer ponto que possa favorecer a reprodução do mosquito.
A utilização das ovitrampas permite que as equipes tenham uma visão mais precisa sobre a circulação do vetor e direcionem as ações para os locais que apresentam maior concentração de ovos.




