Ensinar crianças a reconhecer o que sentem, falar sobre suas emoções e entender que pedir ajuda é uma atitude de cuidado. Com esse propósito, o Programa Siminina, da Prefeitura de Cuiabá, iniciou nesta terça-feira (1º) uma programação especial relacionada ao Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e à valorização da vida.
A primeira atividade aconteceu na unidade do Siminina do Pedregal, nos períodos da manhã e da tarde. A ação é realizada em parceria com a Polícia Militar, por meio do Núcleo de Assistência Social do 1º Comando Regional de Cuiabá.
Para o público infantil, o tema é trabalhado de maneira lúdica, levando em consideração a idade e o estágio de desenvolvimento das participantes. A proposta é abordar principalmente o reconhecimento das emoções, a importância dos vínculos familiares e sociais, a valorização da vida e a identificação de pessoas e espaços que podem oferecer apoio.
💛 Conversa adaptada para as crianças
O secretário adjunto de Segurança Municipal, Hudson Campos, acompanhou a primeira atividade e ressaltou a importância de criar espaços de diálogo e acolhimento.
Segundo ele, falar sobre valorização da vida também significa estimular o cuidado, o respeito e a esperança.
“Falar sobre valorização da vida é falar sobre cuidado, acolhimento e esperança. Se você estiver passando por um momento difícil, procure alguém de confiança e peça ajuda. Que o Setembro Amarelo não seja apenas uma campanha de um mês, mas um compromisso permanente com a vida, com o respeito e com o cuidado”, afirmou.
O psicólogo e terceiro sargento da Polícia Militar Rodolfo Augusto Fernandes, gerente do Núcleo de Assistência Social do 1º Comando Regional, explica que a abordagem precisa ser adequada à faixa etária das participantes.
Para as crianças, o trabalho não se concentra diretamente no tema do suicídio, mas em aspectos relacionados à construção de relações de confiança, fortalecimento dos vínculos e valorização da vida.
“Para essa faixa etária, o tema tem um conteúdo mais lúdico. O entendimento sobre o Setembro Amarelo não envolve exatamente o suicídio, mas o fortalecimento dos laços afetivos, das relações de apoio familiar e da valorização da vida”, explicou.
🧠 Reconhecer sentimentos também é uma forma de cuidado
Durante as atividades, as meninas são incentivadas a identificar e expressar sentimentos, compreender suas próprias capacidades e desenvolver maior autonomia para enfrentar situações que fazem parte do cotidiano.
A proposta também busca ajudá-las a perceber quando estão passando por momentos de tristeza ou dificuldade e compreender que conversar com alguém de confiança pode ser um caminho para buscar apoio.
A monitora da unidade, Juliamele Figueiredo do Nascimento, considera esse aprendizado importante para o desenvolvimento das participantes.
“É muito importante para elas saberem o momento certo e como pedir socorro. Eles trabalham bastante as emoções, como identificar o momento de tristeza e quando elas se encontram em perigo”, afirmou.
👮 Polícia Militar participa das ações
A parceria com a Polícia Militar permite que profissionais especializados participem das atividades realizadas nas unidades do Siminina.
As palestras serão conduzidas pela psicóloga da corporação, subtenente Rosana, e pelo psicólogo e terceiro sargento Rodolfo Fernandes.
A iniciativa procura aproximar as crianças de informações sobre saúde emocional de maneira acessível, criando um ambiente no qual elas possam falar sobre sentimentos e compreender a importância de contar com uma rede de apoio.
📅 Programação segue durante setembro
A programação do Setembro Amarelo será levada para todas as unidades do Siminina, conforme o planejamento anual.
Depois da atividade realizada no Pedregal nesta terça-feira (1º), estão previstas novas ações nas seguintes datas:
- 9 de setembro: unidade Pascoal Ramos;
- 14 de setembro: unidade Primeiro de Março;
- 23 de setembro: unidade Santa Isabel.
As atividades serão realizadas nos períodos da manhã e da tarde.
🌻 Educação emocional desde a infância
A proposta da campanha é reforçar que o cuidado com a saúde emocional pode começar ainda na infância, por meio de conversas adequadas à idade e da criação de ambientes seguros.
Ao aprender a reconhecer sentimentos, desenvolver vínculos de confiança e identificar pessoas que podem oferecer apoio, crianças e adolescentes passam a ter mais recursos para comunicar aquilo que estão vivendo.
Mais do que uma ação concentrada no mês de setembro, a iniciativa busca estimular uma cultura permanente de acolhimento, diálogo e valorização da vida dentro das unidades do Programa Siminina.




