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Seminário regional em Porto Alegre do Norte debate combate ao trabalho escravo e direitos humanos em Mato Grosso

Evento reúne Sesp e Coetrae-MT com ações de capacitação, visitas técnicas e palestras voltadas à prevenção e conscientização da população

🕒 Publicado em 17/04/2026 às 15:54

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre os dias 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, no município de Porto Alegre do Norte, a 1.125 km de Cuiabá.

A iniciativa tem como foco fortalecer o enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo por meio da formação de agentes públicos, lideranças sociais e representantes de instituições envolvidas na proteção dos direitos humanos. A escolha do município foi motivada pelo resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão registrado no ano anterior em uma obra de usina de etanol na região.

De acordo com a presidente da Coetrae-MT, Márcia Ourives, o seminário reforça a importância do diálogo e da participação social na construção de políticas públicas efetivas para o combate a esse tipo de crime. Ela destacou que a capacitação de gestores e lideranças locais é essencial para ampliar a rede de enfrentamento em Mato Grosso.

A programação teve início na tarde de quinta-feira (16), com uma visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, como parte das ações de prevenção e conscientização sobre o tema. No período da noite, foram realizadas palestras educativas e apresentações na Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza, voltadas aos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando a identificação de situações de trabalho análogo à escravidão e os canais de denúncia disponíveis.

Entre os participantes, estudantes relataram a importância do conteúdo apresentado. Para Matheus de Carvalho, de 19 anos, a iniciativa contribui para ampliar a compreensão sobre direitos trabalhistas e prevenir situações de exploração no início da vida profissional. Já a estudante Ruth Maria, também de 19 anos, destacou que as informações repassadas ajudam não apenas os jovens, mas também suas famílias, que muitas vezes não têm acesso a esse tipo de orientação.

As atividades seguem ao longo do fim de semana com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas, aprofundando o debate sobre direitos humanos e estratégias de enfrentamento ao trabalho escravo na região do Araguaia.

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