A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação Vitrine Falsa, com foco no combate a uma associação criminosa investigada por aplicar golpes relacionados à venda fraudulenta de consórcios e cartas de crédito supostamente contempladas.
Durante a operação, foram cumpridas sete ordens judiciais, incluindo um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e três medidas cautelares diversas da prisão.
O principal alvo da investigação, um homem de 31 anos apontado como líder do grupo criminoso, foi preso preventivamente em Cuiabá. Outras duas investigadas, uma mulher de 41 anos e a filha dela, de 22 anos, também foram alvos das medidas judiciais.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), que apura a utilização de empresas de fachada para oferecer contratos de consórcio e falsas cartas de crédito contempladas.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos prometiam liberação rápida de altos valores mediante pagamento antecipado de taxas, entradas e lances administrativos. Após receberem o dinheiro das vítimas, interrompiam os contatos e deixavam de cumprir os contratos.
Conforme as investigações, mais de 40 boletins de ocorrência já foram registrados contra o principal investigado nos estados de Mato Grosso e Rondônia, indicando atuação contínua e interestadual do grupo.
A apuração também aponta que os investigados utilizavam redes sociais, anúncios patrocinados e plataformas digitais de comércio eletrônico para atrair consumidores, criando aparência de legalidade e confiança.
Em alguns casos, segundo a Polícia Civil, os suspeitos exploravam relações pessoais e vínculos sociais ou religiosos para convencer vítimas a realizar pagamentos elevados acreditando que receberiam financiamentos facilitados ou cartas contempladas.
Nome da operação
O nome Operação Vitrine Falsa faz referência à estratégia utilizada pelos investigados para divulgar os falsos serviços em ambientes digitais. A expressão “vitrine” simboliza a exposição de produtos e ofertas nas plataformas online, enquanto “falsa” destaca o caráter fraudulento da atuação criminosa.
Além da prisão preventiva, a Justiça determinou medidas cautelares para impedir a continuidade das atividades investigadas, incluindo restrições ao exercício de atividades comerciais relacionadas a consórcios e bloqueios patrimoniais voltados ao ressarcimento das vítimas.
A Polícia Civil de Mato Grosso informou que as investigações continuam para identificar outras vítimas, possíveis envolvidos e o valor total do prejuízo causado pelo grupo criminoso.
Denúncias relacionadas a crimes contra o consumidor podem ser feitas pelo telefone 197, pela Delegacia Digital ou diretamente na Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, em Cuiabá.




