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Polícia Civil deflagra operação contra grupo suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro

Mandados são cumpridos em Mato Grosso, Minas Gerais e Acre contra investigados por golpes eletrônicos e fraudes em negociações de veículos

🕒 Publicado em 06/05/2026 às 09:40

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação Janus, voltada ao combate de um grupo criminoso investigado por crimes de estelionato, lavagem de capitais e integração em organização criminosa.

Durante a operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias de 21 investigados. A Justiça também determinou a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil para garantir eventual ressarcimento às vítimas e recuperação dos recursos considerados ilícitos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.

Os mandados são cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de municípios dos estados de Minas Gerais e Acre.

Golpe do terceiro intermediário

Segundo a investigação, duas vítimas foram alvo do chamado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude aplicada em negociações de compra e venda de veículos.

Nesse tipo de crime, os golpistas criam anúncios falsos e simulam negociações legítimas, enganando simultaneamente comprador e vendedor para obter vantagem financeira ilícita.

As apurações apontam que o principal articulador do esquema era responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Outros investigados atuariam como titulares de contas bancárias utilizadas para recebimento e movimentação dos valores obtidos com os golpes.

Conforme a Polícia Civil, o grupo movimentou aproximadamente R$ 160 mil provenientes das fraudes.

Estrutura de lavagem de dinheiro

As investigações também identificaram um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, com utilização de diversas contas bancárias espalhadas por estados como Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Segundo os investigadores, os recursos eram submetidos a transferências sucessivas e fracionadas para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

O delegado Bruno Palmiro afirmou que a operação reforça o combate aos crimes patrimoniais praticados por meio eletrônico e às organizações criminosas especializadas em fraudes financeiras.

“A operação representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros praticados por estruturas organizadas”, destacou.

Significado da operação

O nome Operação Janus faz referência a Jano, figura mitológica associada a duas faces, simbolizando a forma como os golpistas se apresentam de maneira diferente para comprador e vendedor durante as negociações fraudulentas.

As investigações seguem em andamento e novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das apurações.

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