O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na administração do Ginásio de Esportes e das Quadras Externas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A investigação se concentra na transparência e gestão desses espaços, com indícios de que não estariam sendo acessíveis à comunidade acadêmica e à sociedade em geral.
De acordo com a portaria assinada pela procuradora da República Ludmila Bortoleto Monteiro, a apuração foi motivada por denúncias sobre a suposta atuação de entidades não vinculadas formalmente à universidade, como a Liga das Atléticas da UFMT (LAUF), no controle de horários e uso das quadras, sem a devida autorização institucional.
O MPF também apura se há exclusividade indevida no uso desses espaços por alunos do curso de Educação Física, em detrimento de outros estudantes e da população externa, o que pode configurar violação aos princípios de isonomia e acesso democrático às instalações públicas.
Em nota, a UFMT informou que seus espaços físicos são, prioritariamente, destinados à comunidade acadêmica, e que a utilização externa ocorre apenas por meio de projetos de ensino, pesquisa ou extensão. A universidade também afirmou que está em fase de estudo para implantar um sistema eletrônico de agendamento e controle do uso de quadras, pistas e piscinas, com o objetivo de garantir mais organização e transparência.
A Faculdade de Educação Física, responsável pelos espaços esportivos, esclareceu que os horários disponíveis — fora das atividades curriculares — são limitados, mas podem ser utilizados por servidores da instituição. A UFMT também permite a realização de campeonatos externos, desde que agendados previamente e com a responsabilidade, por parte dos organizadores, de custear os serviços e preservar a infraestrutura.
O inquérito civil instaurado pelo MPF visa verificar se há danos efetivos ou potenciais ao interesse público e pode levar a medidas corretivas, caso sejam confirmadas irregularidades na gestão desses espaços esportivos.




