O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT) foi surpreendido ao ser incluído, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma decisão que proibiu parlamentares de permanecerem em frente à sede do tribunal. A medida foi tomada após manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas proximidades da Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Entretanto, diferentemente de outros deputados citados na decisão, Zaeli não estava no local no momento do protesto. O parlamentar se encontrava em Rondonópolis, no interior de Mato Grosso, e não participou do acampamento.
A decisão, publicada na sexta-feira (25), ordenava a retirada imediata dos deputados Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO), que estavam fisicamente no protesto. Além disso, também restringiu o acesso e permanência de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT) à área da Praça dos Três Poderes.
Prevenção a novos atos antidemocráticos
De acordo com Alexandre de Moraes, a medida busca evitar a repetição de atos similares aos ataques golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas. A decisão também veda a instalação de qualquer acampamento em um raio de 1 km da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e de instalações militares.
Durante o protesto, o deputado Hélio Lopes chamou atenção ao tapar a boca com esparadrapo em sinal de protesto, afirmando que a liberdade de expressão estaria sendo cerceada no Brasil. Ele também publicou uma carta aberta declarando que o país “não é mais uma democracia”.




