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Medvedev reage a Trump e diz que ultimatos aproximam EUA de confronto com a Rússia

Aliado de Putin afirma que ameaças do presidente dos EUA sobre guerra na Ucrânia elevam tensão entre as potências

🕒 Publicado em 28/07/2025 às 14:04

O ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou duramente as recentes declarações de Donald Trump sobre o conflito na Ucrânia. Segundo ele, os “ultimatos” do presidente americano são “passos em direção a uma guerra direta” entre os Estados Unidos e a Rússia.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (28) em publicação na rede social X, após Trump anunciar que reduziria de 50 para 10 a 12 dias o prazo dado a Moscou para encerrar a guerra, sob pena de enfrentar tarifas comerciais de até 100%.

“Trump está brincando com prazos como se fosse um jogo, mas deve se lembrar de que a Rússia não é Israel nem o Irã. Cada ultimato lançado é uma ameaça direta aos EUA. Ele está aproximando o próprio país de um confronto com o nosso”, escreveu Medvedev.

Pressão por cessar-fogo e novas tarifas

Durante encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump declarou que se não houver avanço em direção à paz no novo prazo estabelecido, sanções comerciais rigorosas serão aplicadas contra a Rússia e seus parceiros. A proposta inclui um tarifaço de 100% sobre produtos russos. A medida reforça a insatisfação de Trump com a condução do conflito por parte de Vladimir Putin, a quem acusou recentemente de “brincar com fogo”.

A Casa Branca confirmou que a nova tarifa será aplicada caso a Rússia não avance para um cessar-fogo até o fim do prazo estipulado.

Possível encontro entre Putin e Trump

O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que não descarta uma reunião entre Putin e Trump na China, durante as celebrações do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, no início de setembro. Ambos os líderes estariam no país asiático na mesma data.

Apesar da escalada de críticas, analistas observam que um encontro presencial pode servir como uma oportunidade de negociação, ainda que com chances remotas de reverter a tensão no curto prazo.

Relações comerciais e envio de armas

Mesmo com sanções impostas desde 2022, as relações comerciais entre EUA e Rússia continuam. Em 2024, os dois países movimentaram cerca de US$ 3,5 bilhões em comércio, com destaque para produtos como fertilizantes, metais e combustível nuclear.

No campo militar, Trump anunciou também o envio de novos sistemas antimísseis Patriot à Ucrânia, fortalecendo a defesa aérea do país. As baterias serão fornecidas com apoio de países da Otan e, segundo o presidente americano, devem começar a chegar “nos próximos dias”. O sistema Patriot é considerado um dos mais avançados do mundo, com capacidade de interceptar mísseis e drones em pleno voo.

Com esse gesto, Trump marca uma reaproximação com o governo ucraniano, após um período de tensão e incertezas quanto à continuidade do apoio militar.

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