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Lula lança programa nacional contra o crime organizado com pacote de R$ 11 bilhões

Governo federal aposta em combate financeiro às facções, reforço prisional e investigação de homicídios

🕒 Publicado em 12/05/2026 às 06:07

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (12), o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do Governo Federal voltada ao enfrentamento das facções criminosas e ao fortalecimento da segurança pública em todo o país.

O pacote prevê investimento total de R$ 11 bilhões. Desse montante, R$ 1 bilhão será destinado diretamente pelo Orçamento da União, enquanto outros R$ 10 bilhões serão disponibilizados aos estados por meio de linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Segundo comunicado divulgado pela Presidência da República, o programa foi desenvolvido em conjunto com estados, especialistas e forças de segurança pública, com foco na desarticulação das estruturas econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas em território nacional.

A iniciativa será baseada em quatro eixos estratégicos: combate financeiro às facções criminosas, reforço da segurança no sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas.

Durante entrevista coletiva realizada na última semana, Lula afirmou que o principal objetivo é enfraquecer financeiramente o crime organizado, apontando que as facções passaram a atuar de forma semelhante a grandes corporações internacionais.

O presidente também destacou que as organizações criminosas ampliaram sua presença em diferentes setores da sociedade e defendeu maior integração entre os países no combate às redes criminosas transnacionais.

Após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada no último dia 7, Lula declarou que o Brasil está disposto a ampliar a cooperação internacional para enfrentar o avanço das facções criminosas e do tráfico internacional.

O programa deverá ser oficializado por meio de decreto presidencial e quatro portarias federais. Para terem acesso aos recursos disponibilizados pelo BNDES, os estados precisarão aderir formalmente ao plano nacional.

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