As forças de segurança que atuam na região de fronteira de Mato Grosso alcançaram um resultado recorde no combate ao tráfico internacional de drogas nos primeiros quatro meses de 2026. Operações integradas coordenadas pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) resultaram na apreensão de 12,9 toneladas de entorpecentes, volume considerado histórico pelo setor de segurança pública estadual.
Segundo o levantamento divulgado pelo Gefron, a quantidade apreendida representa um prejuízo estimado em R$ 222 milhões para organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas oriundas da Bolívia e da Colômbia, que utilizam Mato Grosso como rota estratégica para distribuição nacional e internacional.
O balanço aponta crescimento de 55% nas apreensões em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram retiradas de circulação 8,3 toneladas de drogas em operações realizadas dentro e fora do Estado.
Além dos entorpecentes, as ações policiais também resultaram na apreensão de nove aeronaves, 20 veículos e embarcações utilizados no transporte das cargas ilícitas, além da prisão de 39 suspeitos envolvidos nas atividades criminosas.
Entre as drogas apreendidas, o maior volume foi de skunk, conhecido como “supermaconha”, totalizando 4,9 toneladas. As equipes também apreenderam 4,1 toneladas de cloridrato de cocaína, 3,2 toneladas de pasta base de cocaína e 748 quilos de maconha.
Do total retirado de circulação, 3,6 toneladas foram apreendidas em Mato Grosso e outras 9,3 toneladas em operações conjuntas realizadas nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins, além de ações integradas no Peru.
O coordenador do Gefron, tenente-coronel Airton Feitosa, destacou que a troca de informações de inteligência entre os estados tem sido decisiva para ampliar a eficiência das operações de combate ao tráfico internacional.
Segundo ele, o crime organizado atua de forma interestadual e internacional, exigindo integração constante entre as forças policiais para interromper as rotas utilizadas pelas facções criminosas.
As apreensões fazem parte da Operação Protetor da Fronteira, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com o programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso.




