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NOTÍCIAIntervenção na FMF: Novo gestor da CBF evita estipular prazo para eleição

Intervenção na FMF: Novo gestor da CBF evita estipular prazo para eleição

Luciano Hocsman assume comando provisório da Federação Mato-grossense de Futebol e prioriza retomada do calendário esportivo

🕒 Publicado em 03/06/2025 às 10:37

O novo interventor da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), nomeado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Luciano Hocsman, ainda não definiu uma data para a realização de eleições que escolherão o próximo presidente da entidade. A FMF está sem liderança oficial desde 25 de maio, quando o então presidente Aron Dresch encerrou seu segundo mandato.

O processo eleitoral anteriormente agendado para 3 de maio foi interrompido por decisão judicial. A suspensão ocorreu após denúncias enviadas ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), envolvendo acusações graves como coação, uso de documentos falsos e compra de votos.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na sede da FMF, na segunda-feira (2), Hocsman — que também preside a Federação Gaúcha de Futebol — esclareceu que ainda está se inteirando da situação interna. “Entendo a expectativa de todos, mas só poderei anunciar os próximos passos após conhecer melhor o cenário da federação”, afirmou.

Um dos pontos mais polêmicos envolve a possível candidatura de Aron Dresch para um terceiro mandato. Questionado sobre a legalidade de uma segunda reeleição, vetada pela Lei Geral do Esporte e pela Lei Pelé, Hocsman afirmou que, se o estatuto da FMF permitir, não há impedimento para que a candidatura seja aceita.

Ainda não está claro se a nova eleição começará do zero ou se dará continuidade à assembleia anterior que foi suspensa judicialmente. O interventor também expressou preocupação com o atraso no calendário esportivo estadual, principalmente nas competições da Segunda Divisão e da categoria Sub-20. “Esses atrasos prejudicam severamente os clubes envolvidos”, ressaltou.

Antes da coletiva, Hocsman se apresentou aos funcionários da federação e se reuniu com dirigentes de clubes locais. Entre eles, estavam representantes que apoiam a volta de Dresch, como João Benedito Torres (Ação), Paulo Emílio e Geandre Bucair (Dom Bosco), este último atual candidato a vice-presidente na chapa do ex-dirigente.

Outro desafio enfrentado pela FMF é a sua situação financeira. A entidade tem contas bloqueadas e negocia o uso do Estádio Presidente Dutra como garantia de uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil. Ao comentar o caso, Hocsman disse ter sido informado recentemente sobre o problema.

Apesar dos obstáculos, o interventor se mostrou confiante no potencial do futebol mato-grossense. “Mato Grosso é um estado forte, com capacidade para colocar mais clubes nas competições nacionais, não apenas o Cuiabá, que atualmente disputa a Série B do Brasileiro”, concluiu.

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