Depois de enfrentar uma sequência de retrações no primeiro semestre de 2025, Cuiabá inicia o segundo semestre com um leve respiro no consumo. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou um avanço de 1,2% em julho, alcançando 105 pontos, frente aos 103,8 apurados em junho. O dado, divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e analisado pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MT (IPF-MT), coloca a capital mato-grossense acima da média nacional, que segue oscilando em torno de 100 pontos.
Apesar da alta mensal, o índice ainda está abaixo do observado em julho do ano passado, quando marcou 107,9 pontos – uma queda de 2,9% em termos anuais, consequência das perdas acumuladas nos meses anteriores.
A expectativa para o restante do ano é de recuperação, mas com cautela. Segundo o IPF-MT, o crescimento registrado agora indica uma melhora no cenário, embora ainda longe dos níveis de confiança vistos em 2024. “A reversão da queda em julho traz um alívio, mas a retomada será gradual e depende de maior estabilidade econômica”, destaca o levantamento.
Entre os subitens que puxaram o índice para cima estão:
- Momento para compra de duráveis: +5,6%
- Perspectiva de consumo: +4,7%
- Situação do emprego atual: +1,8%
Em contrapartida, caíram os indicadores de compra a prazo (-2,9%) e perspectiva profissional (-1,5%), o que aponta que, embora o consumo esteja reagindo, ainda há receio quanto ao futuro e acesso ao crédito.
A pesquisa também revelou que 43,7% das famílias ainda encontram dificuldades para obter crédito, enquanto 30% relatam alguma facilidade e 26,1% não perceberam mudanças em relação ao ano anterior.
Sobre a renda atual, 57,2% dos entrevistados disseram estar em situação melhor que a de 2024. Já 21,1% se consideram em pior condição, e 21,8% afirmam estar no mesmo patamar. Quando o tema é segurança no emprego, 53,3% se sentem mais seguros, 12,6% menos seguros e 30,3% percebem estabilidade.




