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Governador critica proposta de Abílio para repassar hospitais de Cuiabá ao Governo do Estado

Governador afirma que gestão plena da saúde é dever legal da prefeitura e critica tentativa de transferência do HMC e São Benedito

🕒 Publicado em 25/07/2025 às 15:44

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), se posicionou de forma contrária à sugestão feita pelo prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), de transferir para o Estado a administração de dois dos principais hospitais da capital: o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital São Benedito.

Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (25), Mendes classificou a proposta como inviável e reforçou que a gestão plena da saúde é uma responsabilidade legal da prefeitura.

“O Abílio não pode abrir mão das suas funções. Ele foi eleito e sabia da realidade da saúde em Cuiabá. Se não sabia, deveria ter se informado antes”, disse o governador.

A ideia apresentada por Abílio é que a prefeitura fique responsável apenas pela atenção básica, exames e atendimentos ambulatoriais, enquanto a média e alta complexidade, incluindo os hospitais, passariam a ser de responsabilidade estadual. Segundo o prefeito, a atual estrutura limita a autonomia do município na gestão de leitos, principalmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Em resposta, Mendes explicou que a regulação dos leitos é feita pelo Estado justamente para otimizar os atendimentos em todo o território mato-grossense, considerando que muitos pacientes são transferidos entre cidades.

“O Estado também paga leitos no HMC e em outros hospitais. A centralização da regulação permite que um paciente de Cuiabá vá para Nova Mutum, ou o contrário. Se o prefeito quiser controle total, que arque sozinho com os custos”, afirmou.

O governador também lembrou que Cuiabá recebe recursos federais por ser uma cidade com gestão plena da saúde, e que essa condição envolve obrigações que não podem ser ignoradas. Ele defendeu que o debate sobre o tema seja técnico, não político, e pediu responsabilidade por parte da administração municipal.

“Fui prefeito de Cuiabá e conheço os desafios. Na minha gestão, não havia Santa Casa funcionando, o Hospital Central estava fechado e o Metropolitano era pequeno. Mesmo assim, nunca deixei a população sem atendimento”, concluiu Mendes.

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