Cuiabá deu um importante passo rumo à modernização do setor industrial com a inauguração oficial de um gasoduto de 39 quilômetros de extensão, nesta sexta-feira (25). A nova estrutura, implantada pelo Governo de Mato Grosso, conecta diretamente as indústrias do Distrito Industrial à rede de gás natural, tornando o fornecimento mais contínuo, seguro e econômico.
O investimento de R$ 40 milhões foi viabilizado por meio de um contrato de fornecimento com a Bolívia. O modelo canalizado do gás elimina custos logísticos com transporte por caminhões, tornando-o uma alternativa mais eficiente em comparação a fontes como óleo diesel.
Durante a inauguração, o governador Mauro Mendes destacou o marco como um divisor de águas para o setor produtivo mato-grossense.
“Com o gás chegando diretamente às fábricas, as empresas ganham em competitividade, reduzem despesas e abrem espaço para novos investimentos”, afirmou.
Inicialmente, três empresas já estão conectadas: Sanear, Greca Asfaltos e Milan Móveis. Ao todo, a MT Gás já firmou sete contratos e tem mais de 30 em fase de adesão. A estrutura tem capacidade para atender até 260 empresas e distribuir 186 mil m³ por dia, o que pode gerar ganhos operacionais expressivos e aumentar a atratividade da região para empreendimentos futuros.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, enfatizou que a estabilidade no fornecimento era o elo que faltava para destravar o pleno potencial do Distrito Industrial.
“Antes o gás chegava, mas não era utilizado pelas indústrias. Agora, esse gargalo foi superado, com impacto direto na geração de empregos, renda e arrecadação”, pontuou.
Além dos ganhos econômicos, a substituição de combustíveis fósseis mais poluentes por gás natural também fortalece a agenda de sustentabilidade. A melhoria dos indicadores ambientais das empresas pode facilitar o acesso a linhas de crédito e certificações ESG.
A senadora e empresária Margareth Buzetti, que também é vice-presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial, celebrou a conquista como uma alavanca para a reindustrialização da capital.
“Estamos vivendo um salto em produtividade. O distrito agora está preparado para receber novos negócios com uma infraestrutura de verdade”, comentou.
Outro destaque é o modelo de contrato com a Bolívia, que prevê cláusulas de compensação para garantir a viabilidade econômica do projeto, mesmo em caso de consumo abaixo do previsto.
A longo prazo, a expectativa é de expansão do fornecimento também para postos de combustíveis, o que poderá reduzir o preço do GNV e beneficiar motoristas e consumidores em geral.
Com essa entrega, o governo estadual reforça a posição de Mato Grosso como uma das economias de maior crescimento do país, agora com uma matriz energética mais limpa, estável e competitiva para sustentar um novo ciclo de desenvolvimento.






