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Fábio Garcia retira nome da disputa pela vice de Pivetta e aumenta tensão na base governista

Decisão deve levar deputado a concentrar esforços na reeleição para a Câmara e abre nova rodada de articulações para composição da chapa

🕒 Publicado em 11/08/2026 às 14:59

A composição da chapa governista para as eleições de 2026 em Mato Grosso ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (11). O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) decidiu retirar seu nome da disputa pelo cargo de vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos).

A decisão ocorre após uma reunião marcada por tensão entre integrantes do grupo político e encerra, pelo menos neste momento, o impasse em torno da participação de Garcia na chapa majoritária.

Com a saída da disputa, o parlamentar deve voltar sua atenção para a tentativa de reeleição à Câmara dos Deputados, enquanto as lideranças governistas passam a discutir alternativas para ocupar a vaga de vice.

O nome de Fábio Garcia vinha sendo trabalhado nos bastidores para integrar a chapa de Pivetta. Em junho, o ex-governador Mauro Mendes havia reconhecido que Garcia estava entre os nomes avaliados e destacado sua experiência política e atuação no governo estadual.

Apesar disso, o próprio Mendes afirmou publicamente que a escolha do vice deveria caber a Pivetta.

Impasse dividiu lideranças

A indicação de Garcia passou a enfrentar resistência dentro da própria base governista. O cenário provocou uma disputa nos bastidores sobre a composição da chapa e sobre quem deveria ter maior influência na definição do futuro companheiro de Pivetta.

De um lado, Mauro Mendes defendia a presença de Garcia no projeto eleitoral. Do outro, Pivetta teria sinalizado preferência por avaliar outras possibilidades para a vaga.

O impasse ganhou força até chegar a uma reunião realizada no Palácio Paiaguás, que reuniu Pivetta, Mauro Mendes e outras lideranças políticas.

O encontro teria sido marcado por divergências e aumentou o desgaste entre os dois principais nomes do grupo governista. Mendes e Pivetta mantêm uma aliança política construída ao longo dos últimos anos, mas a definição da chapa passou a expor diferenças sobre a formação do projeto eleitoral.

Garcia deixa a disputa

Diante da dificuldade para chegar a um entendimento, Fábio Garcia optou por retirar sua candidatura à vice.

A decisão elimina a disputa em torno de seu nome, mas não encerra as articulações para definir quem ocupará a vaga ao lado de Pivetta.

O deputado agora deve concentrar sua estratégia eleitoral na Câmara Federal, cargo que já ocupou e para o qual reassumiu o mandato após deixar a chefia da Casa Civil de Mato Grosso.

Quem pode ocupar a vaga?

Com a retirada de Garcia, o grupo governista terá de buscar uma nova alternativa para a composição da chapa.

Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está uma aproximação com o Podemos, partido comandado em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi.

A legenda já demonstrou interesse em participar da composição majoritária. Entretanto, informações divulgadas anteriormente indicavam que Russi trabalhava para apresentar um nome de seu próprio grupo, e não necessariamente alguém ligado diretamente a outro núcleo político.

Outra possibilidade é que o próprio União Brasil apresente uma alternativa para manter a participação da legenda na chapa.

Futuro da aliança entre Mauro e Pivetta entra no radar

Embora a desistência de Garcia resolva a questão imediata envolvendo seu nome, o episódio acrescenta uma nova variável ao cenário eleitoral de Mato Grosso.

A principal questão agora é saber se o desgaste provocado pelas negociações terá impacto sobre a relação política entre Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.

Até aqui, os dois seguem integrando o mesmo campo político e defendendo a continuidade do projeto governista. Pivetta é tratado como o nome da base para a sucessão estadual, enquanto Mendes articula sua própria candidatura ao Senado.

A definição do vice, portanto, passa a ser uma das principais peças do tabuleiro eleitoral. A escolha poderá indicar não apenas a composição partidária da chapa, mas também o equilíbrio de forças entre os diferentes grupos que integram a base governista.

As negociações devem continuar nas próximas semanas, com novas reuniões e articulações entre partidos e lideranças de Mato Grosso.

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