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NOTÍCIAEx-presidente do BRB é preso sob suspeita de propina milionária

Ex-presidente do BRB é preso sob suspeita de propina milionária

Investigação da Polícia Federal aponta negociação de vantagens ilícitas por meio de imóveis e uso de carteiras de crédito irregulares, com impacto que pode ultrapassar bilhões de reais

🕒 Publicado em 16/04/2026 às 10:42

A Polícia Federal avançou mais uma etapa da Operação Compliance ao cumprir, nesta quarta-feira (16), a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, com base em indícios de um esquema financeiro envolvendo pagamento de propina em larga escala.

De acordo com as investigações, Costa teria articulado com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, o recebimento de valores ilegais que podem chegar a R$ 146,5 milhões. Parte desse montante teria sido convertida na aquisição de imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília. Até o momento, os investigadores conseguiram rastrear cerca de R$ 74 milhões.

A apuração indica que os repasses teriam sido interrompidos após o empresário tomar conhecimento de uma investigação sigilosa em curso. A Polícia Federal sustenta que essa informação chegou antes mesmo do envio formal de documentos, o que reforça a suspeita de tentativa de ocultação e interrupção estratégica dos pagamentos.

Além de Costa, também foi detido o advogado Daniel Monteiro, apontado como intermediário no esquema. Segundo a PF, ele teria recebido diretamente mais de R$ 86 milhões ligados às operações ilícitas.

As prisões foram decretadas com base no risco de continuidade das ações ilegais, possibilidade de interferência nas investigações e necessidade de garantir a ordem pública e econômica. Há ainda preocupação com a eventual reorganização da estrutura financeira utilizada no esquema.

Em troca das vantagens indevidas, o ex-presidente do BRB teria facilitado a compra de carteiras de crédito consideradas irregulares ou inexistentes do Banco Master. Estima-se que ao menos R$ 12,2 bilhões já tenham sido movimentados nessas transações, embora o volume total ainda esteja sob análise.

A operação busca desarticular um sistema estruturado para criação e negociação de ativos financeiros fictícios, envolvendo instituições e agentes do mercado.

A defesa de Paulo Henrique Costa nega as acusações. O advogado responsável afirma que não há fundamentos para a prisão e sustenta que seu cliente não representa risco às investigações nem à aplicação da lei.

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