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Integração operacional fortalece atendimento emergencial e reduz tempo de resposta em Mato Grosso

Avaliação do Ministério Público aponta ganho de eficiência após reestruturação do sistema pré-hospitalar com atuação conjunta entre equipes

🕒 Publicado em 16/04/2026 às 15:34

A integração entre forças operacionais e a reorganização estratégica do atendimento emergencial em Mato Grosso já apresentam resultados concretos na prestação de socorro à população. Dados recentes indicam ganho de eficiência, com redução no tempo de resposta e aumento expressivo no volume de atendimentos realizados.

A avaliação consta em despacho do Ministério Público do Estado (MPE), assinado em 14 de abril pelo promotor Milton Mattos, da 7ª Promotoria de Justiça de Cuiabá, que determinou o arquivamento de uma notícia de fato relacionada ao tema.

A manifestação analisava denúncia que apontava possível prejuízo ao serviço pré-hospitalar após a decisão do Estado de não renovar o contrato de 56 profissionais vinculados ao Samu. No entanto, o entendimento do MPE foi de que a atuação conjunta com o Corpo de Bombeiros Militar ampliou a cobertura e fortaleceu a capacidade operacional do sistema.

Segundo o promotor, não houve impacto negativo à população. Pelo contrário, o serviço passou a operar com maior agilidade, garantindo respostas mais rápidas às ocorrências emergenciais.

O Ministério Público destacou que houve aumento superior a 100% no número de equipes disponíveis, o que contribuiu diretamente para ampliar o alcance do atendimento e reduzir em cerca de 36% o tempo de resposta — indicador considerado decisivo para a efetividade em situações críticas.

Outro ponto relevante apontado é a expertise técnica do Corpo de Bombeiros no atendimento pré-hospitalar, uma vez que a corporação já realizava esse tipo de serviço antes mesmo da implantação do Samu no estado. A estratégia do Governo em fortalecer essa estrutura foi considerada adequada, com reforço de ambulâncias equipadas e profissionais capacitados.

O órgão também mencionou investimentos na recomposição da força de trabalho, por meio de processos seletivos e reorganização das equipes, assegurando a continuidade e a qualidade da assistência prestada.

Ao final, o promotor concluiu que não há evidências de omissão por parte do Estado que configure risco real de desassistência, ressaltando que o serviço segue ativo e atendendo a população de forma efetiva, o que foi considerado o elemento mais relevante para a análise.

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