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EUA preparam opções para novos ataques ao Irã em meio à escalada de tensões

Fontes ouvidas pela CNN afirmam que forças americanas poderiam iniciar operações de grande porte em até 96 horas após uma ordem de Donald Trump; Israel também se prepara para uma possível ação conjunta.

🕒 Publicado em 26/10/2026 às 09:44

As forças militares dos Estados Unidos posicionadas no Oriente Médio estariam preparadas para iniciar novas operações contra o Irã em até 96 horas após uma eventual ordem do presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pela CNN com base em relatos de autoridades americanas familiarizadas com os planos militares.

Segundo as fontes, os recursos já mobilizados na região seriam suficientes para executar possíveis ataques. As operações planejadas poderiam ter uma dimensão maior do que as ações pontuais realizadas anteriormente contra radares, lançadores e outros equipamentos militares iranianos.

Um dos oficiais ouvidos pela emissora afirmou que a ofensiva representaria uma operação de grande porte. Apesar das discussões internas, Trump ainda não teria tomado uma decisão definitiva sobre uma nova ação militar. Algumas autoridades avaliam que uma eventual ordem poderia ocorrer antes do fim do ano, possivelmente após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

A Casa Branca não comentou as informações. Em nota à CNN, um alto funcionário do Pentágono afirmou que o departamento trabalha no planejamento e na execução das opções militares determinadas pelo presidente.

Planejamento inclui instalações militares, energéticas e nucleares

De acordo com as informações divulgadas, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) e o Pentágono elaboraram uma lista abrangente de possíveis alvos no território iraniano.

Entre os locais considerados estariam instalações militares, estruturas ligadas ao setor energético e instalações nucleares. Autoridades americanas reconhecem, porém, que uma nova ofensiva enfrentaria dificuldades, já que as forças iranianas estariam mais familiarizadas com as estratégias utilizadas pelos Estados Unidos.

Essa adaptação poderia dificultar a destruição de todos os alvos previstos e tornar uma eventual operação mais complexa.

Inteligência aponta risco de retaliação

Avaliações recentes da inteligência americana indicam que o Irã e os rebeldes Houthis estariam levando a sério a possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos e, potencialmente, de Israel.

Segundo fontes ouvidas pela CNN, uma ofensiva poderia provocar uma resposta imediata de Teerã e dos Houthis, com ataques contra militares e instalações americanas no Oriente Médio e, eventualmente, em outras regiões.

Um memorando não classificado, datado de 23 de outubro e atribuído ao diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, informou que o Irã teria ampliado significativamente os esforços para atingir pessoal dos Estados Unidos. O documento também apontaria que o planejamento de possíveis ações estaria em estágio avançado no Oriente Médio e em determinados países.

Apesar disso, autoridades de inteligência avaliam que o Irã e os Houthis dificilmente iniciariam, neste momento, ataques preventivos de grande escala contra forças americanas ou Israel. A avaliação citada pela emissora é de que uma retaliação se tornaria mais provável caso o Irã fosse atacado primeiro.

EUA reduzem presença diplomática e militar na região

Diante dos riscos de uma escalada, os Estados Unidos estariam adotando medidas preventivas para reduzir a exposição de funcionários diplomáticos e militares no Oriente Médio.

Segundo uma das fontes ouvidas pela CNN, a Embaixada americana em Riad, na Arábia Saudita, recebeu uma ordem de saída de pessoal. Outras representações diplomáticas poderiam receber orientações semelhantes, enquanto as demais teriam seus efetivos reduzidos.

Militares considerados não essenciais, que deveriam seguir para a região em uma próxima rotação de tropas, também teriam sido informados de que o deslocamento foi suspenso.

As medidas indicam preocupação com possíveis represálias caso as operações militares sejam retomadas.

Estreito de Ormuz permanece no centro das preocupações

O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, visitou o Estreito de Ormuz no domingo (25). Durante a passagem pela região, ele observou o cenário operacional e se reuniu com militares envolvidos na remoção de minas atribuídas ao Irã.

A visita ocorreu enquanto as forças americanas mantêm um bloqueio aos portos iranianos e auxiliam a circulação de embarcações por essa importante rota marítima.

Cooper afirmou que os Estados Unidos pretendem continuar trabalhando com parceiros do Golfo e representantes do setor de navegação para preservar a liberdade de circulação pelo estreito.

Apesar do aumento no trânsito de petroleiros, os preços do petróleo continuam elevados, em parte devido ao risco de novos ataques iranianos. Autoridades americanas ouvidas pela CNN consideram insustentável a manutenção do cenário atual por um período prolongado.

A falta de um avanço diplomático poderia aumentar a pressão para que Trump autorizasse novas ações militares, embora ainda existam dúvidas sobre a estratégia de longo prazo do governo americano para encerrar o conflito.

Israel pressiona por uma ofensiva conjunta

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estaria defendendo novos ataques contra o Irã. No entanto, autoridades americanas teriam solicitado que Israel aguardasse até que os dois países estivessem preparados para conduzir uma operação conjunta.

Uma fonte de segurança israelense afirmou à CNN que Netanyahu tentou convencer Trump a autorizar um ataque conjunto antes das eleições de meio de mandato americanas, mas não recebeu sinal verde.

Segundo o relato, um dos fatores considerados teria sido o impacto que a operação poderia provocar no calendário político israelense. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, teria alertado o general americano Dan Caine sobre possíveis consequências para as eleições do país.

Israel vinha se preparando para novos ataques e buscando apoio americano para ampliar as operações. Entretanto, integrantes do governo dos Estados Unidos, incluindo Trump, teriam orientado os israelenses a adiar a ofensiva imediata.

Defesa antimíssil é fator decisivo para Israel

A necessidade de apoio americano para a defesa antimíssil também estaria entre os motivos para o adiamento dos planos israelenses.

Segundo as fontes citadas pela CNN, uma nova ofensiva poderia provocar retaliações do Irã e dos Houthis, enquanto os estoques de munições defensivas de Israel estariam sob pressão após os confrontos anteriores.

Avaliações de inteligência americanas também apontariam que o governo Netanyahu ainda não teria definido um objetivo estratégico claro para além de enfraquecer o regime iraniano e demonstrar avanços militares.

Em discurso durante uma cerimônia de formatura das Forças de Defesa de Israel, Netanyahu afirmou que sua orientação para as Forças de Defesa, o Mossad e outros órgãos de segurança é derrubar o regime iraniano.

Apesar das preparações militares, as fontes ouvidas pela CNN ressaltam que a decisão final depende de Trump. Uma eventual operação conjunta poderia ocorrer após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas não havia confirmação oficial de uma ordem de ataque.

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