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NOTÍCIACâncer de intestino exige atenção: diagnóstico precoce pode salvar vidas, alerta oncologista

Câncer de intestino exige atenção: diagnóstico precoce pode salvar vidas, alerta oncologista

Após morte de Preta Gil, especialista destaca importância de rastreamento regular e conhecimento dos sintomas da doença silenciosa

🕒 Publicado em 25/07/2025 às 19:16

A morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, após complicações causadas por um câncer de intestino, trouxe à tona a urgência de se falar sobre prevenção, diagnóstico precoce e atenção aos sinais do câncer colorretal. A artista foi diagnosticada com a doença em 2023, e lutava contra um adenocarcinoma na porção final do intestino.

O oncologista Cleberson Queiroz, do Hospital São Mateus, em Cuiabá, alerta para os riscos do diagnóstico tardio.

“Esse tipo de câncer é traiçoeiro porque costuma se desenvolver sem sintomas evidentes nas fases iniciais. Isso faz com que muitas pessoas descubram a doença já em estágios avançados. Por isso, exames preventivos são fundamentais, especialmente para quem tem 45 anos ou mais”, explica.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de intestino é o terceiro tipo que mais mata no Brasil, com estimativa de mais de 40 mil novos casos por ano. Ele afeta tanto homens quanto mulheres, principalmente entre os 60 e 70 anos.

Risco silencioso, prevenção possível

O adenocarcinoma, como o que acometeu Preta Gil, geralmente se origina de pólipos intestinais – pequenas lesões benignas que, ao longo do tempo, podem se transformar em tumores malignos.

“A vantagem é que, quando detectado precocemente, esse câncer tem índices de cura superiores a 90%”, destaca Queiroz.

Os fatores de risco incluem:

  • Dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas
  • Sedentarismo e obesidade
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Histórico familiar de câncer no intestino, mama, ovário ou útero
  • Doenças inflamatórias intestinais (como Crohn e retocolite ulcerativa)

Sintomas e exames que não podem ser ignorados

A colonoscopia é o principal exame para rastreio da doença, recomendada a partir dos 45 anos ou antes, em casos de histórico familiar. O exame permite detectar e remover pólipos antes que evoluam para câncer.

Sinais de alerta incluem:

  • Alterações no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre sem causa aparente)
  • Sangue nas fezes
  • Perda de peso inexplicável
  • Fadiga constante
  • Anemia
  • Dores abdominais persistentes

“Muitas vezes, esses sintomas são confundidos com problemas menores, como hemorróidas ou má alimentação. Isso atrasa o diagnóstico e diminui as chances de um tratamento eficaz”, explica o oncologista.

Tratamento e prognóstico

O tratamento depende do estágio da doença, podendo envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Quando diagnosticado tardiamente, o câncer colorretal pode se espalhar para órgãos como fígado, cérebro e peritônio.

“Quanto antes o câncer é descoberto, menores são os impactos físicos e maiores as chances de cura. O caso da Preta Gil reforça a necessidade de manter em dia os exames preventivos e de não ignorar os sinais que o corpo apresenta”, finaliza Queiroz.

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