Da Redação / acaradopovo.com.br
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promove, nesta sexta-feira (30), às 9h, uma audiência pública para discutir o futuro da concessão dos serviços de distribuição de energia elétrica no estado. A reunião, proposta pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), será realizada na sala Deputada Sarita Baracat, localizada nas dependências do Parlamento estadual.
Segundo o parlamentar, a renovação da concessão precisa ser cuidadosamente analisada, considerando fatores como qualidade do serviço, tarifas praticadas, impactos ambientais e sociais, e a capacidade da empresa responsável em modernizar a estrutura e oferecer soluções tecnológicas eficazes. “É uma decisão estratégica para garantir um serviço eficiente e acessível tanto para a população quanto para o setor produtivo”, destacou Wilson.
Ele ainda pontua que o aumento das tarifas tem gerado grande insatisfação entre os consumidores, o que reforça a necessidade de avaliar se a concessionária tem adotado medidas eficazes para reduzir custos operacionais e melhorar sua gestão, sem penalizar o usuário final.
Além disso, o deputado defende que a empresa responsável pela distribuição também deve investir em energias renováveis, práticas sustentáveis e na expansão do fornecimento para áreas mais isoladas do estado.
Durante o debate, serão consideradas alternativas à atual concessão, como a possibilidade de abertura de licitação para novas empresas, o que poderia estimular a concorrência e, consequentemente, trazer avanços tecnológicos e tarifas mais justas para os consumidores.
Wilson Santos também convocou a sociedade a participar ativamente da audiência. Ele relembrou que a concessão atual teve início há 28 anos, quando os governos federal e estadual transferiram os serviços à iniciativa privada. Inicialmente sob gestão do grupo Rede, a concessão atualmente está nas mãos da Energisa.
“Queremos saber da população: a Energisa merece continuar por mais 30 anos? É necessário fazer ajustes? Seria o caso de trocar a empresa ou até retomar uma empresa pública como a antiga Cemat? A sua opinião é fundamental neste processo”, concluiu o parlamentar.




