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NOTÍCIAAssembleia de MT aprova exclusão de parlamentares condenados por pedofilia

Assembleia de MT aprova exclusão de parlamentares condenados por pedofilia

Nova norma no Código de Ética Parlamentar veta exercício de mandato a deputados com condenação definitiva por crimes sexuais contra crianças

🕒 Publicado em 05/06/2025 às 06:28

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou por unanimidade, em segunda votação, o Projeto de Resolução nº 317/2025, que estabelece a perda de mandato para deputados estaduais condenados por pedofilia. A votação ocorreu nesta quarta-feira (4), durante sessão ordinária realizada no plenário das deliberações Renê Barbour.

De autoria do presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), o projeto modifica a Resolução nº 679, de 2006, que institui o Código de Ética Parlamentar, inserindo uma nova regra no artigo 7º. Com a alteração, parlamentares que tiverem condenação definitiva por crime de pedofilia, enquanto perdurarem os efeitos da sentença, ficam impedidos de exercer o mandato.

Segundo Russi, a medida é uma resposta firme diante do alto número de casos de exploração sexual infantil no Brasil. Para ele, é inadmissível que alguém com esse tipo de histórico represente a população mato-grossense. “A Assembleia precisa se posicionar com firmeza. Um crime tão grave como esse fere profundamente os princípios da ética e da moralidade pública”, afirmou o parlamentar.

O deputado destacou ainda que, além de ser uma questão legal, a iniciativa reforça o compromisso ético da Casa com a sociedade. “Estamos lidando com vidas marcadas por traumas irreparáveis. Garantir que condenados por pedofilia não ocupem cargos de representação é o mínimo a ser feito”, pontuou.

A justificativa da proposta também menciona o artigo 19 do Decreto Federal nº 99.710/1990, que promulga a Convenção sobre os Direitos da Criança. Max Russi enfatiza que o Estado deve adotar todas as medidas possíveis — legais, administrativas e educativas — para proteger crianças contra qualquer forma de violência ou abuso sexual.

A mudança no Código de Ética representa, segundo o parlamentar, um avanço na defesa dos direitos da infância e da adolescência, além de preservar a integridade e legitimidade da atividade legislativa.

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