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Operação Atrium II mira facção criminosa e cumpre 18 ordens judiciais em Matupá

Investigação aponta envolvimento de grupo em homicídios, torturas, sequestros e atuação em “Tribunal do Crime”

🕒 Publicado em 15/05/2026 às 08:49

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Atrium II para desarticular uma facção criminosa instalada no município de Matupá.

Ao todo, foram cumpridas 18 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão e seis determinações de quebra de sigilo.

As ordens foram expedidas pelo Poder Judiciário, por meio do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, com parecer favorável do Ministério Público.

Segundo as investigações, os alvos são suspeitos de envolvimento em crimes de ameaça, sequestro, tortura, homicídio e participação em organização criminosa armada.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso promovia julgamentos internos conhecidos como “Tribunal do Crime”, utilizados para aplicar punições contra integrantes de facções rivais e até mesmo membros da própria organização que descumprissem ordens das lideranças.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Matupá identificaram integrantes da facção, vítimas e imóveis utilizados como pontos de execução das atividades criminosas.

Investigação começou em abril

As diligências tiveram início em abril de 2026 e foram conduzidas pelo Núcleo de Investigação de Homicídios da Delegacia de Matupá.

Conforme a polícia, o grupo atuava de forma estruturada no tráfico de drogas, associação para o tráfico, sequestros, torturas e homicídios no município.

Durante a apuração, os investigadores reuniram provas consideradas robustas, apontando uma organização criminosa com divisão hierárquica de funções e atuação coordenada.

O delegado responsável pela investigação, Emerson Marques, afirmou que a operação representa um avanço importante no enfrentamento às facções criminosas na região norte do Estado.

“A operação desmantelou o grupo criminoso e avançou no combate às facções, especialmente porque os investigados atuavam como executores de punições físicas conhecidas como ‘salves’, além de participação em homicídios e ocultação de cadáver”, destacou.

Apoio regional e estratégia nacional

A operação contou com apoio de 30 policiais civis das delegacias de Matupá, Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e Marcelândia, além do uso de nove viaturas.

A ação integra o planejamento estratégico da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), voltada ao fortalecimento das ações de inteligência e combate permanente às organizações criminosas em todo o país.

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