A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) passou a integrar a mesa técnica criada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para discutir alternativas voltadas ao pagamento de precatórios pelos municípios do estado. A primeira reunião do grupo foi realizada nesta terça-feira (28) e tem como objetivo buscar soluções que permitam aos gestores municipais cumprir as determinações judiciais sem prejudicar a prestação de serviços públicos essenciais.
A iniciativa reúne representantes de diferentes instituições para analisar a situação financeira dos municípios e construir propostas que conciliem a responsabilidade fiscal com o cumprimento das obrigações judiciais.
AMM representa os municípios nas discussões
Durante a reunião, a AMM foi representada pelo prefeito de Rondolândia, José Guedes de Souza, pelo coordenador de Relações Institucionais da entidade, José Antonio Pinheiro, e pelo gestor jurídico Webert Clink.
A participação da associação busca garantir que os interesses dos municípios sejam considerados na elaboração de alternativas para enfrentar o desafio dos precatórios.
Caso de Várzea Grande servirá como referência
A criação da mesa técnica teve como ponto de partida a situação enfrentada pelo município de Várzea Grande, que enfrenta dificuldades relacionadas ao pagamento de precatórios.
O caso será utilizado como referência para avaliar mecanismos que possam ser aplicados também em outras cidades de Mato Grosso que convivem com problemas semelhantes.
Segundo os dados apresentados durante o encontro, diversos municípios acumulam precatórios decorrentes de decisões judiciais proferidas ao longo dos anos, o que representa um desafio para o equilíbrio das contas públicas.
Objetivo é preservar serviços públicos
A proposta da mesa técnica é realizar um diagnóstico detalhado da situação dos municípios e construir soluções que permitam o cumprimento das decisões judiciais sem comprometer áreas prioritárias da administração pública.
Entre os principais objetivos estão preservar investimentos e garantir a continuidade de serviços essenciais, como saúde, educação e assistência social, ao mesmo tempo em que se busca segurança jurídica e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.




