O empresário Idirley Alves Pacheco, acusado de matar o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição, de 46 anos, deixou a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, no início da tarde desta segunda-feira (14), sem falar com a imprensa. Após prestar depoimento, ele foi conduzido à audiência de custódia no Fórum da capital.
Defesa alega legítima defesa e nega premeditação
Segundo o advogado de defesa, Rodrigo Pouso, o empresário alegou ter reagido após supostamente se sentir ameaçado por Everton, com quem dividia a caminhonete Amarok no momento do crime. “Idirley disse que a arma era da vítima, e que houve uma mudança repentina de comportamento. Ele alegou que Everton puxou a arma e que, por isso, atirou”, declarou o defensor.
O acusado também informou o local onde teria descartado a arma usada no crime. A versão apresentada contrasta com as investigações iniciais, que apontam para uma emboscada premeditada motivada por ciúmes, já que a vítima teria se aproximado da ex-companheira de Idirley — que já havia solicitado medidas protetivas contra ele.
A defesa sustenta que não houve ciúmes ou motivação passional, tampouco premeditação. “Não se trata de crime passional. Ele nem sabia do suposto relacionamento. Ficou sabendo agora, pela imprensa. E não há premeditação, já que até uma criança estava no local momentos antes do crime”, argumentou Pouso.
Investigação em andamento
A Polícia Civil segue investigando o caso e trata as declarações do acusado como preliminares. Segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, há indícios de que o crime foi planejado.
Na última quinta-feira (10), Idirley convidou Everton para um encontro, sob o pretexto de ajuda, e o convenceu a dirigir sua caminhonete. Durante o trajeto, passou para o banco traseiro e anunciou um suposto sequestro sob ameaça de arma de fogo, conforme descrito pela polícia. Everton foi então alvejado com pelo menos cinco tiros.
Histórico da vítima
Everton “Boi” teve uma carreira de destaque no vôlei brasileiro e internacional, com passagem pela seleção brasileira infanto-juvenil, e clubes do Brasil, Espanha, Japão e Argentina. Após se aposentar, retornou ao Mato Grosso, onde morava atualmente.




