Larissa Karolina Silva Moreira, de 28 anos, está no centro de uma nova polêmica após deixar a prisão. Investigada por maus-tratos contra gatos adotados com a suposta intenção de matá-los, ela agora é acusada de ameaçar ativistas da causa animal em Cuiabá, onde o caso teve ampla repercussão.
Solta na última sexta-feira (25) por decisão judicial, Larissa teria enviado mensagens ofensivas a protetores que participaram das denúncias contra ela. O ativista Marlon Figueiredo divulgou prints neste domingo (27) em que Larissa escreve frases como “me aguardem, protetores do inferno” e “eu venci a batalha e ganharei essa guerra”.
A liberdade foi concedida pela juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, com a imposição de diversas medidas cautelares. Entre elas, estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, apresentação quinzenal à Justiça, recolhimento noturno e nos fins de semana, proibição de deixar Cuiabá sem autorização e de cometer novos crimes. Qualquer descumprimento pode resultar no retorno imediato à prisão.
Preservando o compromisso com a causa animal, o grupo Tampatinhas publicou uma nota de repúdio às ameaças, reforçando que não irá se calar.
“Estamos prontas pra enfrentar quem for preciso pra proteger os que não têm voz. Porque salvar vidas não é crime. Crime é o que foi feito contra esses animais”, declarou a organização.
O grupo também relembrou o caso da cadela Esperança, que, segundo relatos, teria sido resgatada das mãos de Larissa antes de sofrer maus-tratos. A cadelinha foi salva com sinais de agressão e desnutrição.
Além do impacto entre protetores e ativistas locais, o caso segue sendo investigado pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. A comunidade cobra ações rápidas para garantir a segurança dos envolvidos nas denúncias e proteção aos animais vulneráveis.




