O Gaeco de Mato Grosso (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) deu apoio nesta sexta-feira (25) à Operação Cruciatus, que mira uma quadrilha acusada de tortura, extorsão, roubo, coação de vítimas e intimidação de testemunhas. A ação é um desdobramento da Operação Soldados da Usura, coordenada pelo Ministério Público de Rondônia.
Em Mato Grosso, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão, com alvos relacionados à organização criminosa. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça de Rondônia, com base nas evidências reunidas durante a primeira fase da investigação.
Crimes com extrema crueldade
Segundo o MP de Rondônia, os suspeitos agiam com violência extrema. Em um dos casos mais graves, uma vítima foi forçada a assinar um recibo sob ameaça de morte de seu filho de apenas três anos. O grupo também cobrava valores relacionados a dívidas, acordos trabalhistas e disputas comerciais, utilizando intimidação e violência física e psicológica.
As investigações mostraram uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes da quadrilha. Áudios e vídeos extraídos de aparelhos celulares já apreendidos confirmam a prática de tortura e outros crimes graves.
Gaeco de MT atuou a pedido do MP de Rondônia
A participação do Gaeco de Mato Grosso — que reúne Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo — foi fundamental para o cumprimento das medidas cautelares, segundo as autoridades. Além da prisão e da busca, também foi autorizado o afastamento do sigilo de dados dos dispositivos apreendidos.
Nome da operação remete à crueldade
O nome “Operação Cruciatus” remete à prática de atos de extrema crueldade — fazendo referência à chamada “maldição Cruciatus”, popularmente conhecida na cultura pop como símbolo de tortura implacável.
A investigação segue em andamento e pode levar a novos desdobramentos em outros estados.




