Após oito meses sob custódia na Penitenciária Federal de Brasília (Papuda), Anderson de Oliveira Gonçalves teve sua detenção preventiva convertida em prisão domiciliar. A decisão foi assinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a um pedido da defesa baseado em sérios problemas de saúde enfrentados pelo investigado.
Um laudo emitido por uma junta médica apontou que Gonçalves se encontra em estado gravíssimo, apresentando sinais de extrema debilidade física — descrito como “esquelético” — e sob risco iminente de morte. Diante da urgência e da gravidade do quadro clínico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável à mudança no regime de prisão, entendendo que a vida do detento deveria ser preservada.
O habeas corpus analisado pelo ministro Zanin resultou na liberação do réu, que agora cumprirá a medida em regime domiciliar na cidade de Primavera do Leste, em Mato Grosso. Gonçalves estava preso preventivamente desde 26 de novembro de 2024, no âmbito da investigação da Operação Sisamnes.




