A discussão sobre a regulamentação dos jogos de azar no Brasil divide a bancada de Mato Grosso no Senado Federal. O Projeto de Lei nº 2.234/2022, que propõe a legalização de apostas como cassinos, bingos e plataformas online, ainda não foi votado, mas já provoca manifestações públicas entre os parlamentares do Estado.
A matéria chegou a ser incluída na pauta do Senado na última semana, porém foi retirada pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que considerou o tema sensível e entendeu que seria injusto deliberar com parte dos senadores em missão oficial fora do país. Mesmo assim, os senadores de Mato Grosso já definiram suas posições sobre o projeto.
A senadora Margareth Buzetti (PSD) defendeu a regulamentação dos jogos, argumentando que a proibição representa uma perda de arrecadação para o país. Para ela, a situação atual é marcada pela hipocrisia, já que práticas como o jogo do bicho continuam ocorrendo de forma clandestina. “O país deixa de arrecadar. Eu sou a favor, sim, da liberação dos cassinos físicos, desde que com responsabilidade”, afirmou. A senadora também elogiou a retirada momentânea da pauta, destacando que o texto ainda possui pontos que precisam ser aprimorados para garantir segurança jurídica.
O senador Jayme Campos (União) também apoia o projeto. Ele já votou favoravelmente à proposta quando esta passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Jayme, no entanto, não se pronunciou publicamente sobre o adiamento da votação ou sobre possíveis ajustes no texto.
Na direção oposta, o senador Wellington Fagundes (PL) se posicionou de forma enfática contra a proposta. Ele defendeu que a legalização dos jogos pode gerar consequências sociais negativas, especialmente para as famílias mais vulneráveis. “Sou totalmente contra aprovar jogos de azar no Brasil, cassinos e bingos. O país precisa investir em saúde, educação, cuidar do povo. Muitos se desesperam e perdem dinheiro para enriquecer ainda mais os ricos”, afirmou.
Enquanto o projeto aguarda nova data para votação, o debate segue acalorado tanto no Congresso quanto entre a população. A tendência é que o tema continue gerando controvérsia, especialmente pela sua ligação direta com questões sociais, econômicas e morais.




