quinta-feira, agosto 27, 2026
28 C
Cuiabá
spot_img
NOTÍCIABrasil prepara resposta firme às tarifas de Trump sem contato direto, afirma...

Brasil prepara resposta firme às tarifas de Trump sem contato direto, afirma Planalto

Governo Lula estuda aplicar Lei da Reciprocidade Econômica e consultar exportadores; contato direto com Trump está descartado

🕒 Publicado em 10/07/2025 às 15:20

O governo brasileiro sinalizou que está pronto para reagir de forma proporcional à decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. De acordo com o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pretende buscar diálogo direto com Trump e avalia o anúncio como um movimento de natureza política.

Até o momento, não houve comunicação oficial do governo norte-americano. O único indício da decisão partiu de uma postagem feita por Trump em sua rede social. Diante disso, o Palácio do Planalto já estuda possíveis medidas e confirmou que Lula está disposto a aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em abril com amplo apoio do Congresso.

A legislação permite ao Brasil adotar contramedidas equivalentes, como o aumento de tarifas sobre produtos norte-americanos, a suspensão de cláusulas em acordos bilaterais, ou até restrições relacionadas a royalties e patentes estrangeiras.

Durante o mês de julho, o governo pretende dialogar com setores exportadores — especialmente os de aço, carne e celulose, que podem ser diretamente afetados — para avaliar os impactos da medida e construir uma reação juridicamente sólida. A orientação é evitar respostas precipitadas antes da entrada em vigor das tarifas, prevista para 1º de agosto.

Além das possíveis retaliações comerciais, outra alternativa em análise é levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC), com base na alegação de que as novas tarifas violam o princípio da “nação mais favorecida”, que proíbe discriminação tarifária entre países-membros.

Embora Lula descarte uma conversa direta com Trump, o governo brasileiro poderá buscar canais diplomáticos, por meio do Itamaraty e do Ministério da Fazenda, para argumentar que os EUA mantêm superávit na balança comercial com o Brasil — um dado que enfraqueceria a justificativa para a imposição das tarifas.

Com isso, o Brasil adota uma postura estratégica e cuidadosa, priorizando a defesa dos interesses nacionais e a estabilidade das relações comerciais, sem escalar desnecessariamente o conflito.

COLUNAS
spot_img
NOTICIAS
spot_img
LEIA MAIS