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Média de 11 celulares é apreendida por dia nas prisões de Mato Grosso nos últimos seis meses

Com mais de 2 mil celulares apreendidos em seis meses, ações da Operação Tolerância Zero mostram redução significativa de ilícitos nos presídios de Mato Grosso.

🕒 Publicado em 31/05/2025 às 11:52

Nos últimos seis meses, uma média de 11 celulares foi apreendida diariamente nas unidades prisionais de Mato Grosso. Ao todo, 2.114 aparelhos foram interceptados durante 345 operações realizadas entre 28 de novembro de 2024 e 28 de maio de 2025, conforme levantamento da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Com uma população carcerária superior a 12 mil detentos, o número de celulares apreendidos equivale a um a cada seis presos com acesso ao aparelho – item proibido no ambiente prisional.

As ações fazem parte da Operação Tolerância Zero, voltada ao combate às facções criminosas dentro e fora dos presídios. Segundo a Sejus, cinco dessas operações ocorreram de forma simultânea nas 41 unidades prisionais do estado, intensificando a fiscalização.

Além dos celulares, também foram apreendidos 3.681 porções de entorpecentes, 860 chips, 16 drones, 911 carregadores e 226 armas artesanais.

O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, destaca que o planejamento operacional da pasta tem contribuído diretamente para a redução da criminalidade. “Estamos fechando o cerco contra ações criminosas dentro das unidades e os resultados são visíveis. Só nas operações simultâneas, houve uma redução de 81,5% no número de celulares apreendidos – de 173, na primeira ação em dezembro, para 32, na última, realizada em maio”, afirmou.

Bruzulato reforça que o combate às facções passa pela reestruturação da política penitenciária no estado. “A Polícia Penal e os servidores têm atuado com dedicação para remover ilícitos e, ao mesmo tempo, ajustar procedimentos internos e implementar novos equipamentos de segurança”, explicou.

O presidente da Associação dos Policiais Penais do Estado de Mato Grosso (Asppen), João Batista Pereira de Souza, ressalta que o enfrentamento é diário. “O criminoso está o tempo inteiro tentando burlar o sistema. Usa familiar, visitante, advogado, policial ou mesmo o preso que trabalha fora. É uma guerra constante: de um lado, eles tentando entrar com ilícitos; do outro, nós, mantendo a ordem”.

Entre os flagrantes realizados durante a operação, cinco advogados foram pegos tentando introduzir materiais proibidos nos presídios. A maioria tentou levar maços de cigarro para os detentos – um item proibido no sistema carcerário. No caso mais recente, em 6 de maio, um advogado de 33 anos foi preso ao tentar entrar com uma porção de maconha escondida dentro de uma caneta na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

A Sejus afirma que as ações de segurança e fiscalização seguem em ritmo contínuo e devem ser intensificadas nos próximos meses como forma de ampliar o controle sobre o sistema prisional e enfraquecer o poder de comunicação das facções.

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