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NOTÍCIAJustiça concede liberdade aos PMs investigados na morte do advogado em Cuiabá

Justiça concede liberdade aos PMs investigados na morte do advogado em Cuiabá

Militares do Batalhão Rotam estavam presos desde março por envolvimento na morte de Renato Nery, mas juiz entendeu que prisão não é mais necessária após fim das investigações

🕒 Publicado em 30/05/2025 às 00:14

A Justiça de Mato Grosso determinou, nesta quinta-feira (29), a revogação da prisão preventiva de quatro policiais militares investigados pela morte do advogado Renato Nery, ocorrida em julho de 2024, em Cuiabá. A decisão foi assinada pelo juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal da Capital.

Os agentes liberados — Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins — pertencem ao Batalhão Rotam e estavam custodiados no batalhão da Polícia Militar desde o dia 6 de março, quando foram alvos da Operação Office Crime – A Outra Face.

Eles respondem por crimes graves, incluindo homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, fraude processual, porte ilegal de arma e envolvimento com organização criminosa.

Segundo a decisão judicial, com a conclusão da fase investigativa e na ausência de indícios de que os acusados tenham tentado atrapalhar o andamento do processo, não se justifica a manutenção da prisão. O magistrado também levou em conta o fato de os policiais possuírem residência fixa, vínculo com a corporação e terem atendido a todas as intimações.

Apesar da liberdade provisória, o juiz impôs medidas restritivas aos réus, como o recolhimento noturno (das 20h às 6h) e durante os dias de folga, proibição de contato com vítimas e testemunhas e apresentação de relatório trimestral sobre as atividades laborais.

Entenda o caso

O advogado Renato Nery foi atingido por sete disparos no dia 5 de julho de 2024, ao chegar ao seu escritório, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram que a arma usada no assassinato teria sido posteriormente “plantada” em uma falsa cena de confronto, simulada pelos policiais no bairro Pascoal Ramos, no dia 12 de julho. Nessa ocasião, dois homens foram baleados e um conseguiu fugir.

De acordo com a versão dos militares, os suspeitos estariam armados e teriam reagido à abordagem. No entanto, a perícia não encontrou vestígios compatíveis com disparos feitos pelas supostas armas das vítimas. A arma atribuída aos jovens foi identificada como a mesma usada no homicídio de Nery, o que levou à conclusão de que foi colocada no local pelos próprios policiais.

Além dos quatro agentes que foram soltos, outros dois policiais militares seguem sendo investigados: Heron Teixeira Pena e Ícaro Nathan Santos Ferreira.

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